O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
manteve a condenação de candidatos das eleições de 2024 em Votorantim (SP) por
uso indevido da estrutura de uma igreja durante a campanha eleitoral. A Corte
entendeu que houve abuso de poder político e econômico ao utilizar a influência
religiosa para favorecer candidaturas.
A decisão envolve a então prefeita e
candidata à reeleição Fabíola Alves (PSDB), o candidato a vice Cezar Silva
(PSDB) e o pastor Lilo (MDB), candidato à Câmara Municipal. Nenhum deles foi
eleito.
Segundo o processo, os candidatos
participaram de cultos da Igreja do Evangelho Quadrangular, onde receberam
apoio público diante dos fiéis. Em uma das cerimônias, o pastor declarou que a
igreja estava “fechada” com as candidaturas e incentivou os membros a
trabalharem pelas eleições dos apoiados, além de realizar orações voltadas ao
sucesso eleitoral.
Para a Justiça Eleitoral, houve uso da
estrutura e da autoridade religiosa como plataforma política, comprometendo a
igualdade da disputa. O TRE-SP determinou a cassação dos registros e a
inelegibilidade dos envolvidos, decisão mantida pelo TSE.


