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| Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN, diz que haverá desemprego - Foto: José Aldenir |
A proposta de extinção da escala 6×1 e
redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá gerar impactos
significativos na economia do Rio Grande do Norte, principalmente nos setores
de comércio e serviços, responsáveis pela maior parte dos empregos formais no
Estado.
Estudo do Instituto Fecomércio RN e da
Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima custo adicional anual de R$ 3
bilhões para as empresas potiguares, além da possível eliminação de 7.800
empregos formais no curto e médio prazo. O levantamento também projeta aumento
de preços de até 13%.
A pesquisa ouviu 1.305 trabalhadores
formais em municípios do RN. Apesar de 89% afirmarem conhecer a proposta,
apenas 8,7% disseram entender seus efeitos práticos.
Entre os principais riscos apontados
pelos entrevistados estão aumento da rotatividade (71,1%), crescimento da
informalidade (65%), acúmulo de funções (63,5%) e redução de empregos formais
(60,2%).
O apoio à proposta caiu de 75% para
55,6% após os participantes serem informados sobre os possíveis impactos
econômicos. Redução salarial e aumento do desemprego apareceram entre os
principais motivos para a mudança de opinião.
Em nível nacional, a CNC estima custo
adicional de R$ 357,4 bilhões por ano para os setores de comércio e serviços,
além do risco de perda de até 631 mil empregos formais.
Para o presidente do Sistema
Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, qualquer mudança na jornada de trabalho deve
considerar as diferenças econômicas e regionais dos setores produtivos,
priorizando negociação coletiva para evitar demissões, fechamento de empresas e
aumento de preços.


