quinta-feira, 28 de maio de 2026

Fim da escala 6×1 pode eliminar 7.800 empregos no RN, aponta estudo da Fecomércio

 

Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN, diz que haverá desemprego - Foto: José Aldenir

A proposta de extinção da escala 6×1 e redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá gerar impactos significativos na economia do Rio Grande do Norte, principalmente nos setores de comércio e serviços, responsáveis pela maior parte dos empregos formais no Estado.

Estudo do Instituto Fecomércio RN e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima custo adicional anual de R$ 3 bilhões para as empresas potiguares, além da possível eliminação de 7.800 empregos formais no curto e médio prazo. O levantamento também projeta aumento de preços de até 13%.

A pesquisa ouviu 1.305 trabalhadores formais em municípios do RN. Apesar de 89% afirmarem conhecer a proposta, apenas 8,7% disseram entender seus efeitos práticos.

Entre os principais riscos apontados pelos entrevistados estão aumento da rotatividade (71,1%), crescimento da informalidade (65%), acúmulo de funções (63,5%) e redução de empregos formais (60,2%).

O apoio à proposta caiu de 75% para 55,6% após os participantes serem informados sobre os possíveis impactos econômicos. Redução salarial e aumento do desemprego apareceram entre os principais motivos para a mudança de opinião.

Em nível nacional, a CNC estima custo adicional de R$ 357,4 bilhões por ano para os setores de comércio e serviços, além do risco de perda de até 631 mil empregos formais.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, qualquer mudança na jornada de trabalho deve considerar as diferenças econômicas e regionais dos setores produtivos, priorizando negociação coletiva para evitar demissões, fechamento de empresas e aumento de preços.