O novo reajuste no preço do gás
liquefeito de petróleo (GLP) já começou a ser repassado às distribuidoras e
deve chegar ao consumidor final nos próximos dias, com impacto estimado entre
R$ 8 e R$ 9 por botijão. O aumento médio na cadeia foi de R$ 7,11, refletindo
pressões tanto no custo do produto quanto na logística de distribuição.
A expectativa do setor é que o efeito
seja percebido de forma mais ampla a partir desta quinta-feira 9, à medida que
os estoques antigos forem sendo substituídos por novas cargas com preços
reajustados. No mercado, a projeção é de que o botijão passe a ser
comercializado na faixa entre R$ 120 e R$ 125, a depender da região e da
estrutura de distribuição.
O movimento de alta ocorre em um
contexto de elevação dos custos energéticos e logísticos, com destaque para o
encarecimento do diesel, insumo essencial para o transporte do produto. Como
toda a cadeia de distribuição depende de frete rodoviário, o aumento do
combustível amplia o custo marginal e pressiona o repasse ao consumidor final.
Além disso, fatores externos, como
tensões geopolíticas que impactam o mercado internacional de energia,
contribuem para a volatilidade dos preços e reforçam o viés de alta no curto
prazo.
A elevação do preço do GLP tende a
afetar diretamente o consumo das famílias, sobretudo nas faixas de renda mais
baixa, onde o item representa parcela relevante do orçamento doméstico. A
expectativa no setor é de retração da demanda, em linha com a redução do poder
de compra em um ambiente de custos elevados.

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