O Rio Grande do Norte voltou a
registrar novos casos de intoxicação por ciguatera, doença associada ao consumo
de pescado contaminado. Cinco pessoas de uma mesma família foram notificadas em
Natal na segunda-feira 27, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública do
RN (Sesap). Com o novo episódio, o Estado alcança 115 casos desde 2022, quando
foi identificado o primeiro surto da doença no território potiguar.
A ciguatera é uma intoxicação
alimentar causada por toxinas produzidas por microalgas presentes em áreas de
corais e recifes. Essas substâncias entram na cadeia alimentar marinha e se
acumulam em peixes de maior porte, especialmente espécies carnívoras. No
histórico recente do Estado, episódios foram associados a peixes como
barracuda, cioba, guarajuba, arabaiana e dourado, ampliando a preocupação das
autoridades sanitárias com o consumo de pescado de origem desconhecida.
Os sintomas podem surgir entre 30
minutos e 24 horas após a ingestão do alimento contaminado. Entre os principais
sinais estão dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça,
cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na
boca. Em alguns casos, os efeitos podem persistir por semanas ou até meses, o
que aumenta o impacto da doença sobre a saúde dos pacientes.
Diante do aumento de registros, a
Sesap publicou nota técnica com orientações à população, comerciantes e
profissionais de saúde. A recomendação é procurar atendimento imediato ao
apresentar sintomas, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas.
Também é indicado preservar restos do alimento para análise e evitar o consumo
de espécies associadas a casos anteriores, sobretudo quando não há garantia de
procedência.


