A Câmara de Regulação do Mercado de
Medicamentos (CMED) definiu os novos percentuais de reajuste dos medicamentos
no Brasil, válidos a partir de 1º de abril. Os aumentos variam conforme a
concorrência no mercado: até 3,81% para medicamentos com maior concorrência,
2,47% para nível intermediário e 1,13% para os de menor concorrência — o menor
reajuste médio desde 2018.
A atualização segue a Lei 10.742/2003
e ocorre anualmente, com a definição de um teto máximo, não um aumento
obrigatório. Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio
Grande do Norte, Joselito Rangel, os laboratórios decidem se aplicam o reajuste
e em quais produtos.
Na prática, o impacto ao consumidor
pode variar: o aumento pode ser integral, parcial ou até inexistente em alguns
medicamentos. Além disso, farmácias podem oferecer descontos e promoções, o que
mantém diferenças de preços entre estabelecimentos.
Mesmo com o reajuste, o índice médio,
em torno de 2,2%, é considerado baixo e não cobre totalmente os custos do
setor, podendo ficar abaixo da inflação.


