quarta-feira, 18 de março de 2026

Preços de remédios terão reajuste de até 3,81% em abril

 


A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) definiu os novos percentuais de reajuste dos medicamentos no Brasil, válidos a partir de 1º de abril. Os aumentos variam conforme a concorrência no mercado: até 3,81% para medicamentos com maior concorrência, 2,47% para nível intermediário e 1,13% para os de menor concorrência — o menor reajuste médio desde 2018.

A atualização segue a Lei 10.742/2003 e ocorre anualmente, com a definição de um teto máximo, não um aumento obrigatório. Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Norte, Joselito Rangel, os laboratórios decidem se aplicam o reajuste e em quais produtos.

Na prática, o impacto ao consumidor pode variar: o aumento pode ser integral, parcial ou até inexistente em alguns medicamentos. Além disso, farmácias podem oferecer descontos e promoções, o que mantém diferenças de preços entre estabelecimentos.

Mesmo com o reajuste, o índice médio, em torno de 2,2%, é considerado baixo e não cobre totalmente os custos do setor, podendo ficar abaixo da inflação.