O final de semana em Macau foi
movimentado, com a presença de pré-candidatos ao cenário estadual. Entre eles,
o deputado Tomba, que visitou as comunidades de Barreiras e Diogo Lopes em um
evento em homenagem às mães, organizado pela vereadora Erika Nobre.
Até aí, nada fora do roteiro. Discurso
cordial, promessas, sinalizações de parceria — o básico de quem está em busca
de apoio político.
Mas o que chama atenção é a fala do
deputado ao afirmar que o encontro abre portas para parcerias em benefício das
comunidades. Um discurso bonito, alinhado com o momento.
O problema é que a memória política
não pode ser seletiva.
O mesmo deputado, quando esteve em
Macau no passado, após uma derrota do seu time no estádio Walter Bichão, reagiu
com deboche. Na ocasião, afirmou que a cidade “não tinha um campo de futebol,
mas um campo de vaquejada”, classificando a situação como “uma vergonha”.
Diante disso, fica a pergunta que não
quer calar:
Qual é o verdadeiro Tomba que Macau
deve acreditar?
- O que hoje se apresenta como parceiro
e aliado, prometendo abrir portas e levar benefícios?
- Ou o que, diante de uma frustração momentânea, não hesitou em menosprezar a
cidade e sua estrutura?
Porque, na política, discurso muda. Mas postura revela. E o eleitor precisa saber exatamente com quem está lidando.



