A movimentação liderada por Ezequiel
Ferreira de Souza para montagem de uma nominata forte rumo às eleições de 2026
deixa claro que o jogo político no Rio Grande do Norte já entrou em fase
decisiva — e sem espaço para amadores.
O prazo final de filiação, marcado
para 4 de abril, funciona como uma espécie de “linha de corte” que acelera
articulações, pressiona lideranças e define quem, de fato, terá viabilidade
eleitoral. Nesse cenário, Ezequiel se movimenta com experiência, reunindo nomes
estratégicos e costurando alianças que vão além de partidos.
Ao lado dele, aparecem figuras com
peso institucional e eleitoral: o prefeito de Natal, Paulinho Freire; o
presidente da Câmara Municipal, Ériko Jácome; e o ex-vice-governador Fábio
Dantas, que atua diretamente na engenharia política da chapa.
A confirmação de nomes como Cristiane
Dantas e Taveira Júnior reforça que o grupo não está apenas sendo montado — ele
já nasce competitivo, com parlamentares de mandato e lideranças com base
eleitoral consolidada.
Mas o ponto mais sensível ainda está
em aberto: a definição da legenda. Mesmo após 9 anos no PSDB, Ezequiel mantém
suspense sobre o destino partidário da nominata, o que indica que a decisão
será tomada com base em estratégia eleitoral — e não por fidelidade ideológica.
Na prática, o que se desenha é um
bloco político com forte capacidade de disputa por cadeiras na Assembleia
Legislativa, podendo influenciar diretamente o equilíbrio de forças no estado a
partir de 2027.
Leitura crítica:
Mais do que uma simples montagem de chapa, o movimento revela uma reorganização
de poder no RN. Quem conseguir formar a nominata mais competitiva não só
garante vagas — garante influência, orçamento e protagonismo político nos
próximos anos.


