terça-feira, 17 de março de 2026

Carta ao povo Potiguar: Fátima Bezerra recua do Senado e expõe rompimento de acordo com Walter Alves em duro recado político

 


Num depoimento forte, carregado de simbolismo político e recados diretos, a governadora Fátima Bezerra oficializa sua desistência de disputar o Senado e expõe, sem rodeios, os bastidores de uma decisão que vai além de uma escolha pessoal.

Na nota, Fátima resgata sua trajetória — de uma mulher que saiu da Paraíba para construir sua história política no Rio Grande do Norte — reforçando que nunca se acovardou diante de disputas eleitorais. Ao contrário, sempre se colocou, segundo suas palavras, a serviço de um projeto coletivo, maior que interesses individuais.

Mas o ponto central do posicionamento não é apenas a desistência — é o motivo.

A governadora deixa claro que também é preciso ter coragem para recuar quando as condições políticas deixam de existir. E, nesse caso, o recuo tem endereço certo: o rompimento de um acordo político firmado ainda em 2022.

Para viabilizar sua candidatura ao Senado, o vice-governador Walter Alves deveria assumir o Governo do Estado — compromisso que, segundo Fátima, não foi honrado e, sobretudo,  não foi neutra nem técnica: foi política, e alinhada a interesses que ela classifica como pertencentes a uma velha elite que nunca aceitou ver o estado governado por um projeto popular.

O tom é claro e crítico.

Ao expor o episódio, Fátima não apenas justifica sua saída da disputa, como também aponta uma tentativa deliberada de enfraquecer o campo político ligado ao Partido dos Trabalhadores no cenário nacional, especialmente na corrida pelo Senado a partir de 2027.

A frase final sintetiza o espírito do discurso: uma mistura de enfrentamento, resistência e reposicionamento político. Ao afirmar que “tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes”, a governadora transforma o recuo em narrativa de luta — e sinaliza que, longe de ser um fim, esse movimento pode ser apenas o início de uma nova estratégia dentro do tabuleiro político potiguar.

No fundo, o que está em jogo não é apenas uma candidatura, mas o controle de espaços de poder e a direção política do Rio Grande do Norte nos próximos anos.

 

Veja a carta na integra: