sexta-feira, 10 de abril de 2026

Rafael Motta rompe o silêncio e expõe bastidores da eleição de 2022 no RN

 


O pré-candidato ao Senado Rafael Motta trouxe ao debate público algo que há muito tempo circulava apenas nos bastidores da política potiguar — e fez isso de forma direta, sem rodeios.

Durante entrevista à 98 FM, Motta elevou o tom contra o senador Rogério Marinho ao afirmar que o adversário teria “comprado o mandato” nas eleições de 2022. A declaração se apoia na tese de que o volume expressivo de recursos federais destinados ao Rio Grande do Norte, à época em que Marinho ocupava um ministério no governo federal, teria interferido no equilíbrio da disputa.

A crítica não é isolada — é, na verdade, a verbalização de uma percepção já difundida entre lideranças políticas: a de que houve um desequilíbrio estrutural naquele pleito. Segundo Motta, o uso intensivo de investimentos públicos ampliou a capacidade de articulação política do então candidato, sobretudo junto a prefeitos e bases locais.

Em outras palavras, o que agora vem à tona não representa exatamente uma novidade no cenário político do RN, mas sim a confirmação pública de um jogo que muitos já apontavam, ainda que de forma silenciosa.

O debate, a partir disso, deixa de ser apenas eleitoral e passa a tocar em um ponto mais sensível: até que ponto o uso da máquina pública pode — ou não — influenciar diretamente o resultado das urnas?