A mais recente pesquisa Seta aponta um
cenário de recuperação política importante para a governadora Fátima Bezerra e,
por consequência, para o projeto do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do
Norte.
A queda de quase 7 pontos percentuais
na desaprovação — saindo de 62,6% para 55,9% — não pode ser tratada como um
dado isolado. Ela sinaliza uma mudança concreta na percepção do eleitorado,
indicando que parte da população começa a reconhecer avanços da gestão
estadual. Em política, reduzir rejeição é, muitas vezes, o primeiro passo para
ampliar apoio.
Mudança
Ainda que a aprovação tenha crescido
de forma mais discreta, passando de 30,6% para 32,7%, o movimento é positivo e
ocorre dentro de um contexto maior: o aumento dos eleitores que hoje preferem
aguardar antes de emitir opinião. O salto dos indecisos para 11,4% abre espaço
para crescimento, especialmente em um cenário onde ações de governo passam a
ter mais visibilidade.
Esse ambiente se fortalece quando
observado em sintonia com o cenário nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva ampliou sua aprovação de 50,3% para 55,8%, consolidando um momento
político favorável. Esse alinhamento entre governo federal e estadual tende a
refletir diretamente na avaliação da gestão potiguar, sobretudo com a chegada
de investimentos, programas sociais e obras estruturantes.
Na prática
Os números indicam que o
projeto liderado por Fátima Bezerra começa a entrar em uma fase de recuperação
e reorganização política. A redução da rejeição, somada ao crescimento — ainda
que gradual — da aprovação, mostra que há espaço real para consolidação de uma
base mais sólida até o período eleitoral.
Enfim
Mais do que uma simples variação
estatística, a pesquisa revela um governo que começa a reequilibrar sua relação
com a opinião pública, impulsionado por resultados, articulação política e pelo
respaldo de um governo federal que vive um momento de maior aprovação.
Com margem de erro de 2,5 pontos
percentuais e 1.500 entrevistados, o levantamento reforça uma tendência: o
projeto petista no Rio Grande do Norte não apenas resiste, mas dá sinais claros
de retomada e fortalecimento no debate político estadual.




