terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Reajuste do salário mínimo em 2026 pode elevar despesas municipais em R$ 4,28 bilhões

 


O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 deve provocar um impacto adicional de R$ 4,28 bilhões nas despesas dos municípios brasileiros. A estimativa é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que elaborou o estudo para auxiliar as prefeituras no planejamento dos gastos públicos.

Segundo a entidade, o acréscimo de R$ 103 no valor do mínimo pressionará principalmente as despesas com pessoal ativo até o fim de 2026. A CNM alerta que o reajuste do piso salarial nacional exige atenção redobrada dos gestores, com foco em planejamento fiscal e controle das despesas com pessoal.

Os dados mostram que a maior concentração de servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo está em Minas Gerais, Bahia e Ceará. Juntos, esses três estados concentram 32% do total nacional de servidores nessa faixa salarial. Para a CNM, os gestores dessas unidades da federação precisam de um planejamento de tesouraria mais rigoroso, devido à dimensão do impacto regional.

Minas Gerais lidera a projeção de impacto financeiro anual, com aumento estimado de R$ 537,9 milhões nas despesas. Em seguida aparecem Bahia, com R$ 452,6 milhões, e Ceará, com R$ 356,9 milhões.

A Confederação reforça que as prefeituras devem incorporar o novo patamar salarial em todas as despesas vinculadas, como aposentadorias e pensões. Além disso, destaca que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige a revisão e eventual adequação das projeções orçamentárias previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Impacto começa a ser sentido em fevereiro

De acordo com a CNM, embora o reajuste do salário mínimo tenha validade legal a partir de janeiro, o impacto direto no caixa das prefeituras será percebido a partir de fevereiro, quando ocorre o pagamento da primeira folha salarial com o novo valor.

O estudo conclui que o reajuste representa um desafio para a gestão municipal, já que os efeitos financeiros variam de acordo com o perfil de cada cidade e a quantidade de servidores vinculados ao salário mínimo.