A tensão comercial entre Donald Trump
e o governo brasileiro, intensificada após decisão do Supremo Tribunal Federal,
ganhou aplausos entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas o que
parece “distante” da vida da população logo mostrará seu peso no bolso das
cidades.
A sobretaxação de produtos brasileiros
pelos Estados Unidos – apelidada de Tarifaço Trump – vai impactar
diretamente o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), principal fonte de
receita para muitas prefeituras. A redução nos repasses significará menos
dinheiro em caixa e, consequentemente, cortes nos serviços públicos.
No Rio Grande do Norte, onde produtos
de grande peso econômico foram atingidos pelas tarifas, o efeito tende a ser
mais severo. Prefeituras poderão enfrentar queda brusca de arrecadação, levando
a exonerações e à redução de programas e serviços essenciais nas áreas de
saúde, educação, infraestrutura e assistência social.
Especialistas alertam que os reflexos
devem começar a ser sentidos já no último quadrimestre de 2025. E, num país
onde muitos municípios já operam endividados, o cenário pode agravar ainda mais
a crise financeira local.
O Tarifaço Trump, que hoje é
pauta internacional e alvo de embates políticos, pode se tornar em breve um
problema doméstico e palpável, que chegará à mesa de cada brasileiro na forma
de menos serviços e mais dificuldades no dia a dia.
Inclusive o RN será atingindo
diretamente pelo tarifaço em Razão da fruticultura e sal exportados, podendo gerar forte queda na arrecadação de
ICMS e, consequentemente, prejudicando diretamente os municípios potiguares.


