sábado, 9 de agosto de 2025

Tarifaço de Trump deve atingir em cheio finanças dos municípios brasileiros; queda do FPM poderá fazer Prefeituras exonerar

 


A tensão comercial entre Donald Trump e o governo brasileiro, intensificada após decisão do Supremo Tribunal Federal, ganhou aplausos entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas o que parece “distante” da vida da população logo mostrará seu peso no bolso das cidades.

A sobretaxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos – apelidada de Tarifaço Trump – vai impactar diretamente o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), principal fonte de receita para muitas prefeituras. A redução nos repasses significará menos dinheiro em caixa e, consequentemente, cortes nos serviços públicos.

No Rio Grande do Norte, onde produtos de grande peso econômico foram atingidos pelas tarifas, o efeito tende a ser mais severo. Prefeituras poderão enfrentar queda brusca de arrecadação, levando a exonerações e à redução de programas e serviços essenciais nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

Especialistas alertam que os reflexos devem começar a ser sentidos já no último quadrimestre de 2025. E, num país onde muitos municípios já operam endividados, o cenário pode agravar ainda mais a crise financeira local.

O Tarifaço Trump, que hoje é pauta internacional e alvo de embates políticos, pode se tornar em breve um problema doméstico e palpável, que chegará à mesa de cada brasileiro na forma de menos serviços e mais dificuldades no dia a dia.

Inclusive o RN será atingindo diretamente pelo tarifaço em Razão da fruticultura e sal exportados,  podendo gerar forte queda na arrecadação de ICMS e, consequentemente, prejudicando diretamente os municípios potiguares.