segunda-feira, 4 de maio de 2026

Em 4 meses de 2026, Macau ja ultrapassa o volume de chuvas de todo período de 2025

 


O final de semana em Macau acendeu um alerta que vai muito além do registro de chuva. Segundo a EMPARN, o município recebeu 58,8 milímetros, o equivalente a quase 60 litros de água por metro quadrado em poucos dias.

O número, por si só, já chama atenção.

Mas o problema real está no contexto: Macau é uma cidade praticamente ao nível do mar, com pouca elevação em relação à costa. Isso significa que qualquer volume mais intenso de chuva não encontra escoamento eficiente e tende a se acumular com rapidez.

E aí surge a pergunta inevitável: a cidade está preparada para isso?

Porque não se trata apenas de um episódio isolado. A combinação entre baixa altitude, influência das marés e deficiência histórica em drenagem urbana transforma cada chuva mais forte em um risco anunciado.

Então

Ruas alagadas, água represada e transtornos que se repetem — e que, para os críticos de plantão que tratam o problema como se fosse tempo de eleição, a cidade segue esse rito de sofrimento não por falta de gestão de ontem ou de hoje, mas por suas particularidades em relação à costa.

O dado da chuva é técnico. O problema é estrutural que demanda estudo e condições financeiras para serem resolvidos.

O detalhe

Em todo o ano de 2025 choveu em Macau – de acordo com os dois postos de monitoramento que fica em Macau e Diogo Lopes - o equivalente a 617,9mm, mas em apenas 4 meses do ano de 2026, já choveu de acordo com os mesmos pontos de monitoramento, o equivalente a 620,94mm

Veja os dados de monitoramento: