No tabuleiro político do Rio Grande do
Norte, o discurso inflamado do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, parece ter
encontrado um freio daqueles — e não foi nas urnas, foi nos bastidores.
Álvaro vinha se apresentando como “o
nome preparado”, quase numa espécie de pré-campanha antecipada, vendendo a
ideia de que seria a alternativa mais consistente para governar o estado. Mas,
como a política não perdoa excesso de confiança, o contra-ataque veio rápido —
e com endereço certo: Mossoró.
O prefeito Allyson Bezerra não apenas
entrou no jogo — ele mudou as regras. Em articulação direta com o presidente
nacional do Republicanos, o deputado Marcos Pereira, o grupo mossoroense
assumiu o comando da sigla no estado.
Resultado?
O partido que antes orbitava nas mãos
de Álvaro agora passa a ser conduzido pelo vice-prefeito de Mossoró, Marcos
Medeiros. Um movimento cirúrgico — daqueles que não fazem barulho, mas mudam
completamente o jogo.
E aí fica a cena: de um lado, muito
discurso; do outro, articulação prática.
Na política, quem só fala alto acaba escutando mais alto ainda.
O “canga-pé” foi dado — e em praça
pública.
Se fica uma lição nesse episódio, é
simples: não basta se dizer preparado, é preciso mostrar força nos bastidores.
Porque, no fim das contas, eleição não se ganha no gogó… se constrói com
estratégia, alianças e, principalmente, timing.
Álvaro, ao que tudo indica, acabou de
descobrir isso — da forma mais didática possível.


