Grande parte da imprensa potiguar tem dado destaque a entrevista do ex-deputado e
ex-vice-governador Fábio Dantas à 98 FM Natal, na oportunidade foi escancarado o que já se desenhava
nos bastidores: a política potiguar entrou de vez em modo de rearranjo — e
ninguém quer ficar no lado fraco da corda.
Ao lado do presidente da Assembleia
Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, e do prefeito de Natal, Paulinho
Freire, Dantas atua na construção de um bloco com musculatura eleitoral.
Trata-se hoje de um dos núcleos mais cobiçados pelos partidos, justamente por
reunir nomes com voto e capacidade de montagem de nominatas competitivas.
De um lado, o Republicanos, que esteve
muito próximo de selar o acordo. Do outro, forças que entraram mais pesadas no
jogo, impulsionadas pelo grupo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra,
alterando o equilíbrio e forçando uma reconfiguração estratégica.
Esse movimento ajuda a explicar
ausências sentidas no evento do PL em Parnamirim, que orbitava o entorno do
ex-prefeito Álvaro Dias e do senador Flávio Bolsonaro. A não participação de
Ezequiel e Fábio não foi casual — foi sinal político.
O resultado é um cenário em aberto,
com a corda esticada entre alternativas como PSDB e Podemos, que surgem como
rotas viáveis diante do impasse.
Mas o jogo não se resolve só na força
política. Quem quiser atrair esse grupo terá que entregar o que realmente pesa:
uma nominata federal competitiva e/ou um nome viável ao Senado.
No centro dessa disputa está o
verdadeiro ativo: fundo partidário e tempo de televisão — cerca de um minuto
que, em ano eleitoral, vale ouro e pode definir o tamanho de um projeto para
2026.
Com o prazo de filiação se
aproximando, o cenário segue indefinido. A leitura é clara: há movimento, há
tensão, mas nenhuma definição. E, na política, isso significa que tudo ainda
pode mudar — inclusive nada.


