terça-feira, 24 de março de 2026

Cabo de guerra político no RN: grupo de Fábio Dantas vira peça-chave e embaralha o jogo para 2026

 


Grande parte da imprensa potiguar tem dado destaque a entrevista do ex-deputado e ex-vice-governador Fábio Dantas à 98 FM Natal, na oportunidade foi escancarado o que já se desenhava nos bastidores: a política potiguar entrou de vez em modo de rearranjo — e ninguém quer ficar no lado fraco da corda.

Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, Dantas atua na construção de um bloco com musculatura eleitoral. Trata-se hoje de um dos núcleos mais cobiçados pelos partidos, justamente por reunir nomes com voto e capacidade de montagem de nominatas competitivas.

De um lado, o Republicanos, que esteve muito próximo de selar o acordo. Do outro, forças que entraram mais pesadas no jogo, impulsionadas pelo grupo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, alterando o equilíbrio e forçando uma reconfiguração estratégica.

Esse movimento ajuda a explicar ausências sentidas no evento do PL em Parnamirim, que orbitava o entorno do ex-prefeito Álvaro Dias e do senador Flávio Bolsonaro. A não participação de Ezequiel e Fábio não foi casual — foi sinal político.

O resultado é um cenário em aberto, com a corda esticada entre alternativas como PSDB e Podemos, que surgem como rotas viáveis diante do impasse.

Mas o jogo não se resolve só na força política. Quem quiser atrair esse grupo terá que entregar o que realmente pesa: uma nominata federal competitiva e/ou um nome viável ao Senado.

No centro dessa disputa está o verdadeiro ativo: fundo partidário e tempo de televisão — cerca de um minuto que, em ano eleitoral, vale ouro e pode definir o tamanho de um projeto para 2026.

Com o prazo de filiação se aproximando, o cenário segue indefinido. A leitura é clara: há movimento, há tensão, mas nenhuma definição. E, na política, isso significa que tudo ainda pode mudar — inclusive nada.