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| Senador Styvenson Valentim (PSDB) - Foto: Carlos Moura / Agência Senado |
O senador Styvenson Valentim (PSDB)
voltou a passar dos limites no debate político ao adotar um discurso agressivo
e ofensivo contra integrantes da bancada federal do Rio Grande do Norte,
tratando lideranças políticas como se estivesse em uma ação policial em
confronto com criminosos.
Entenda
O episódio mais recente ocorreu após a
decisão da bancada potiguar de retirar uma emenda parlamentar no valor de R$
12,6 milhões que seria destinada à Prefeitura do Natal. A definição foi tomada
de forma interna entre deputados federais e senadores do estado, sem a
participação de Styvenson.
Inconformado
O senador publicou um vídeo nas redes
sociais nesta segunda-feira (26), no qual elevou o tom das críticas e acusou
colegas de bancada de promoverem um corte direcionado aos recursos de seu
mandato. Durante o pronunciamento, Styvenson classificou a decisão como
“picuinha política”, atribuiu o episódio à “inveja” e chegou a utilizar termos
ofensivos, ao falar em “tratamento de gente bandida e safada na política”.
Na contramão da história
A postura adotada pelo senador revela
mais uma vez a dificuldade em compreender que o ambiente político exige
diálogo, respeito institucional e maturidade democrática. Divergências fazem
parte do processo, mas não podem ser tratadas com ataques pessoais,
generalizações e linguagem típica de confrontos policiais.
O Senado Federal não é uma delegacia,
assim como o debate político não pode ser conduzido à base de gritos, acusações
e difamações. Ao insistir nesse tipo de discurso, Styvenson Valentim esvazia o
debate público, deteriora as relações institucionais e contribui para o
enfraquecimento da própria democracia.
Resta a pergunta: quando o senador vai
entender que o seu papel é construir soluções, articular consensos e respeitar
o contraditório — e não agir como se estivesse nas ruas de Natal “corrigindo”
supostas transgressões de adversários políticos?

