segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Senador Styvenson ultrapassa o tom e confunde debate político com ação policial

 

Senador Styvenson Valentim (PSDB) - Foto: Carlos Moura / Agência Senado

O senador Styvenson Valentim (PSDB) voltou a passar dos limites no debate político ao adotar um discurso agressivo e ofensivo contra integrantes da bancada federal do Rio Grande do Norte, tratando lideranças políticas como se estivesse em uma ação policial em confronto com criminosos.

Entenda

O episódio mais recente ocorreu após a decisão da bancada potiguar de retirar uma emenda parlamentar no valor de R$ 12,6 milhões que seria destinada à Prefeitura do Natal. A definição foi tomada de forma interna entre deputados federais e senadores do estado, sem a participação de Styvenson.

Inconformado

O senador publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (26), no qual elevou o tom das críticas e acusou colegas de bancada de promoverem um corte direcionado aos recursos de seu mandato. Durante o pronunciamento, Styvenson classificou a decisão como “picuinha política”, atribuiu o episódio à “inveja” e chegou a utilizar termos ofensivos, ao falar em “tratamento de gente bandida e safada na política”.

Na contramão da história

A postura adotada pelo senador revela mais uma vez a dificuldade em compreender que o ambiente político exige diálogo, respeito institucional e maturidade democrática. Divergências fazem parte do processo, mas não podem ser tratadas com ataques pessoais, generalizações e linguagem típica de confrontos policiais.

O Senado Federal não é uma delegacia, assim como o debate político não pode ser conduzido à base de gritos, acusações e difamações. Ao insistir nesse tipo de discurso, Styvenson Valentim esvazia o debate público, deteriora as relações institucionais e contribui para o enfraquecimento da própria democracia.

Resta a pergunta: quando o senador vai entender que o seu papel é construir soluções, articular consensos e respeitar o contraditório — e não agir como se estivesse nas ruas de Natal “corrigindo” supostas transgressões de adversários políticos?