Após exaltar a grandiosidade da festa
de Réveillon em Galinhos (RN), o prefeito Hudson Matias protagoniza uma decisão
que gerou indignação e revolta na população: a demissão em massa de todos os
funcionários comissionados e contratados do município.
A medida deixou dezenas de pais e
mães de família sem qualquer fonte de renda, logo após o período festivo,
em um cenário de evidente contradição entre discurso e prática administrativa.
O que agrava ainda mais a situação é
que, logo após as demissões, o prefeito nomeou a própria irmã, Silvania
Matias Cavalcante Aquino, para o cargo de Assessora Jurídica Especial da
Procuradoria Geral do Município, com salário de R$ 7.500,00 mensais.
A nomeação levanta questionamentos éticos e políticos, especialmente diante do
impacto social causado pelas exonerações.
A pergunta que ecoa nas ruas de
Galinhos é simples e legítima: há dinheiro para festas milionárias, mas não há recursos para manter
empregos?
Segundo estimativas, cerca de R$ 1
milhão de reais teria sido gasto nas festividades de fim de ano no
município em dois dias— um evento amplamente utilizado para exaltar a imagem do gestor como
“grande benfeitor”. No entanto, quando se trata de preservar a renda de
trabalhadores que dependiam do município para sobreviver, a justificativa
apresentada é a falta de recursos.
O episódio expõe uma prioridade
administrativa questionável, onde o espetáculo e a autopromoção parecem se
sobrepor à responsabilidade social, ao planejamento financeiro e à
sensibilidade com a população mais vulnerável.
Fica o registro, o questionamento e a
cobrança por explicações claras, objetivas e transparentes.


