segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Com a presença de polticos potiguares; Ato em Brasília vira palco de enfrentamento institucional e levanta dúvidas sobre sua utilidade real
Políticos do Rio Grande do Norte
participaram, neste domingo (25), de um ato realizado em Brasília, liderado
pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A manifestação teve como
objetivo declarar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e protestar contra
as condenações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, na
Praça dos Três Poderes.
Apesar da mobilização e do discurso de
“despertar as pessoas”, o ato levanta questionamentos sobre sua real eficácia e
necessidade, sobretudo diante dos inúmeros desafios econômicos e sociais
enfrentados pelo país. Em vez de apresentar propostas concretas ou caminhos
institucionais, o evento se concentrou em narrativas de enfrentamento ao
Judiciário, reforçando a polarização política já instalada.
Entre os participantes potiguares
estiveram a deputada federal Carla Dickson (União), os deputados federais
General Girão e Sargento Gonçalves (PL) e o deputado estadual Coronel Azevedo
(PL). Também marcaram presença vereadores do Rio Grande do Norte, como
Subtenente Eliabe (PL) e Tony Henrique Costa (PL), de Natal, além de Gabriel
César (PL), de Parnamirim. O pré-candidato ao Senado, Coronel Hélio (PL),
também participou da mobilização.
O senador Rogério Marinho (PL), embora
não tenha comparecido presencialmente, optou por manifestar apoio por meio de
vídeos e publicações em suas redes sociais, estratégia que reforça o
alinhamento político, mas evita o desgaste direto da participação no ato.
A manifestação contou ainda com
lideranças nacionais como Carlos Bolsonaro (PL), o senador Marcos do Val
(Podemos) e os deputados federais Zé Trovão (PL-SC), Filipe Barros (PL-PR) e
Carlos Jordy (PL-RJ).
O evento foi encerrado na Praça do
Cruzeiro, no Eixo Monumental, após uma caminhada iniciada em Paracatu (MG),
totalizando cerca de 240 quilômetros. Embora os organizadores celebrem o
alcance simbólico da mobilização, permanece a dúvida: até que ponto atos dessa
natureza contribuem efetivamente para o fortalecimento da democracia ou apenas
aprofundam divisões políticas já evidentes no país?

