sábado, 24 de janeiro de 2026
Quando a fiscalização vira ameaça: Styvenson e o discurso que preocupa
A declaração do senador Styvenson
Valentim — “Álvaro sabe e já foi conversado com ele. Ele vai ter que cumprir
as metas, com o objetivo de tirar o nosso estado do buraco. Se não cumprir as
regras, daqui a quatro anos eu sou candidato. Porque tem que ter alguém com
colhões para fazer, pô.” — diz muito mais do que aparenta à primeira vista.
O detalhe
Quando o senador se coloca dessa forma, deixa transparecer ao menos três
questões preocupantes:
- Arrogância
no discurso, ao
se posicionar como fiscal supremo da política estadual;
- Despreparo
na condução das falas,
ao recorrer a termos chulos e ameaçadores, incompatíveis com a liturgia do
cargo;
- Intimidação
política velada,
num tom de “faça do meu jeito ou eu tomo seu lugar”.
Na prática
Ao afirmar que “se não cumprir as
regras, daqui a quatro anos eu sou candidato”, Styvenson age como se fosse dono
do tabuleiro político do Rio Grande do Norte, ignorando um ponto básico da
democracia: ninguém se elege por vontade própria.
Quem coloca alguém na cadeira de
gestor não é o senador, não é o discurso duro, nem o tom autoritário — é o
povo. E o povo muda, avalia, compara e decide conforme a realidade de cada
momento.
Enfim
A realidade política de hoje não será
a mesma daqui a quatro anos. Tentar impor medo agora, como se controlasse o
futuro do RN, revela mais sobre o estilo do senador do que sobre qualquer
compromisso real com o Estado.
Fiscalizar é papel do senador.
Ameaçar, intimidar e se colocar acima do bem e do mal, não.
Menos, senador. Bem menos.

