segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Cachês milionários, cofres vazios: o Carnaval caro que ameaça o São João de muitas cidades do nordeste
O Carnaval de 2026 já deixa um recado
claro: os cachês cobrados por artistas chegaram a um nível insustentável para a
maioria dos municípios nordestinos. Valores milionários estão sendo exigidos
enquanto prefeituras enfrentam dificuldades para manter serviços básicos
funcionando.
O alerta se estende automaticamente
para o São João que logo baterá a porta após carnaval. Se nada mudar, muitos
gestores vão repetir o erro: gastar além do que podem para sustentar um modelo
de festa que não conversa mais com a realidade financeira das cidades.
Não se trata de atacar o Carnaval ou o
São João. Trata-se de responsabilidade fiscal. Festa é importante, mas não pode
vir antes da saúde, da educação e da infraestrutura.
Prefeitos como Laércio Júnior, de
Senhor do Bonfim, e Andrei Gonçalves, de Juazeiro, já expuseram publicamente o
problema. O debate deixou de ser bastidor e virou pauta aberta.
O caminho é claro: ou se repensa o
modelo, valoriza-se a cultura local e se reduz a dependência de cachês
exorbitantes, ou muitos gestores vão pagar caro politicamente por decisões
irresponsáveis.
A conta, como sempre, não fica com o
artista. Fica com o povo.

