quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Carnaval de Macau: o X da questão sobre a fiscalização da portaria 01/2026

 


Na prática, Macau e região vivem um impasse sério: quem vai fiscalizar o cumprimento da Portaria 01/2026?
A Polícia Militar já sinalizou que não entende ser de sua atribuição direta, enquanto o Conselho Tutelar também enfrenta limitações para assumir essa responsabilidade de forma contínua durante o Carnaval, já que os mesmos já deixaram claro que estão com equipe de plantão para denúncias, não para fiscalizar nas ruas. Antes existia os agentes de proteção, hoje não existe mais.

E aí está o problema.

No papel, a Portaria é correta, bem fundamentada e demonstra preocupação com a proteção de crianças e adolescentes. Na realidade, sem fiscalização clara, definida e efetiva, corre o risco de se tornar apenas mais um ato administrativo “para inglês ver” — bonito no discurso, frágil na execução.

Sem articulação entre Judiciário, forças de segurança, Conselhos Tutelares e gestores municipais, a norma tende a ficar restrita ao Diário da Justiça, enquanto a prática segue outro ritmo nas ruas.

Proteção de direitos exige mais do que Portaria publicada: exige responsabilidade compartilhada, presença do Estado e fiscalização de verdade.