Quando a cidade segue sua rotina e, de
repente, algo foge completamente do “natural” macauense, vem logo aquela frase
que já virou carimbo local: "Macau é caixão". E não é por acaso.
Nas primeiras horas da manhã de hoje, recebo
relatos curiosos — para não dizer estranho. Segundo morador e frequentador diário do mercado público, uma suposta liderança política resolveu dar as caras no mercado da cidade. Até aí, tudo bem. O detalhe é o restante da cena descrita:
“…Essa liderança tava hoje bem ‘cedim’,
de bermuda e sandália havaiana, apertando a mão de todo mundo no mercado. Achei
estranho, nunca vi essa pessoa fazendo isso aqui.”
É nessas horas que a gente lembra do
ditado atualizado pelo blogueiro local: “Macau tem de tudo”. E tem
mesmo. Principalmente em períodos onde o contato
com o povo vira moeda de troca valiosa.
Estranho? Nem tanto. Surpreendente?
Jamais.
Em Macau, quando o assunto é política, a única regra é esperar o inesperado. E, ainda assim, a cidade sempre consegue ir um passo além.
Por fim
Nada contra a suposta liderança, apenas dando destaque ao contexto do eleitor salineiro. Uma vez que, cenas como estas tem sempre um objetivo que não se trata apenas de um “aperto de mãos”, a simbologia tem outro sentido carregado de vários interesses.
Porque aqui , meu amigo, as coisas acontecem do jeito que só Macau sabe fazer.

