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| Euqipe de Brisa comemorando suposto resultado final |
O desenrolar do processo contra a
vereadora Brisa Bracchi expôs, mais uma vez, a fragilidade institucional e a
falta de seriedade que tomou conta da Câmara Municipal de Natal. O
reconhecimento, por parte do desembargador Dilermando Mota, de que a Casa Legislativa
descumpriu a decisão do Tribunal de Justiça, não é apenas um detalhe jurídico —
é um retrato claro de como a política local insiste em operar na base do
improviso, da disputa rasa e da desobediência às regras do jogo.
Entenda
O advogado da vereadora, Fabrício
Bruno, foi direto ao ponto: ao ignorar a ordem judicial que suspendia a sessão,
a Câmara perdeu o prazo legal para concluir o processo e, inevitavelmente, a
denúncia deverá ser arquivada. Ou seja, a cassação que vinha sendo tratada como
certa por alguns setores da política natalense esbarra agora no próprio
descontrole da instituição que pretendia executá-la.
E é aqui que surge a crítica que
precisa ser feita sem meias palavras: quando o Legislativo municipal se permite
cometer erros básicos, desrespeitar decisões judiciais e atropelar
procedimentos, não é apenas o processo que desmorona, é a credibilidade da
Casa. O “erro técnico” vira muleta para justificar o que, na prática, revela
desorganização, precipitação e, para muitos, até mesmo conveniência.
A tão comentada “pizza” retratada
nesse blog não surgiu do nada.
Ela é fruto de uma condução política
marcada por atropelos e por uma ânsia de protagonismo que muitas vezes ignora o
próprio regimento. O resultado é este: um caso que poderia ter sido enfrentado
com seriedade, transparência e debate político legítimo termina desmoronando
pela porta dos fundos, sem conclusão e sem responsabilidade assumida.
No fim das contas
Quem perde é a cidade. Porque quando a
Câmara demonstra despreparo naquilo que deveria ser sua função básica —
respeitar a lei e conduzir seus processos com rigor — o recado ao cidadão é
simples e doloroso: não dá para esperar muito de quem não consegue cumprir nem
o mínimo.


