quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Câmara de Natal descumpre decisão judicial e caso Brisa Bracchi caminha para a “pizza” anunciada

 

Euqipe de Brisa comemorando suposto resultado final

O desenrolar do processo contra a vereadora Brisa Bracchi expôs, mais uma vez, a fragilidade institucional e a falta de seriedade que tomou conta da Câmara Municipal de Natal. O reconhecimento, por parte do desembargador Dilermando Mota, de que a Casa Legislativa descumpriu a decisão do Tribunal de Justiça, não é apenas um detalhe jurídico — é um retrato claro de como a política local insiste em operar na base do improviso, da disputa rasa e da desobediência às regras do jogo.

Entenda

O advogado da vereadora, Fabrício Bruno, foi direto ao ponto: ao ignorar a ordem judicial que suspendia a sessão, a Câmara perdeu o prazo legal para concluir o processo e, inevitavelmente, a denúncia deverá ser arquivada. Ou seja, a cassação que vinha sendo tratada como certa por alguns setores da política natalense esbarra agora no próprio descontrole da instituição que pretendia executá-la.

E é aqui que surge a crítica que precisa ser feita sem meias palavras: quando o Legislativo municipal se permite cometer erros básicos, desrespeitar decisões judiciais e atropelar procedimentos, não é apenas o processo que desmorona, é a credibilidade da Casa. O “erro técnico” vira muleta para justificar o que, na prática, revela desorganização, precipitação e, para muitos, até mesmo conveniência.

A tão comentada “pizza” retratada nesse blog não surgiu do nada.

Ela é fruto de uma condução política marcada por atropelos e por uma ânsia de protagonismo que muitas vezes ignora o próprio regimento. O resultado é este: um caso que poderia ter sido enfrentado com seriedade, transparência e debate político legítimo termina desmoronando pela porta dos fundos, sem conclusão e sem responsabilidade assumida.

No fim das contas

Quem perde é a cidade. Porque quando a Câmara demonstra despreparo naquilo que deveria ser sua função básica — respeitar a lei e conduzir seus processos com rigor — o recado ao cidadão é simples e doloroso: não dá para esperar muito de quem não consegue cumprir nem o mínimo.