sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Brasil ultrapassa 213,4 milhões de habitantes em 2025, aponta IBGE

 


O Brasil alcançou 213,4 milhões de habitantes em 2025, segundo as Estimativas da População divulgadas nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento foi de 0,39% em relação ao ano anterior e já considera os 5.571 municípios existentes, após a criação de Boa Esperança do Norte (MT), que estreia no mapa com 5.877 moradores.

As 27 capitais brasileiras concentram 49,3 milhões de pessoas, quase um quarto da população total. Porém, o avanço foi tímido: apenas Manaus (AM) superou 1%, com alta de 1,05%. O destaque ficou para Boa Vista (RR), que registrou expressivos 3,26% de crescimento, impulsionada pela chegada de imigrantes, sobretudo venezuelanos.

Entre as capitais que mais cresceram estão Florianópolis (1,93%), Palmas (1,51%) e Cuiabá (1,31%). Já cidades como Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Natal (RN) perderam habitantes no último ano.

Impacto nos repasses de recursos

As estimativas do IBGE não servem apenas para atualizar o mapa demográfico. Elas influenciam diretamente o repasse de recursos federais. Segundo o assessor de orçamento Cesar Lima, as transferências constitucionais, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e o FPE (Fundo de Participação dos Estados), dependem dessa atualização.

“No fim de novembro e início de dezembro, saem os novos indicadores de quanto cada município e cada estado vai receber do FPM e do FPE. E tudo isso tem como base a população de cada ente”, explicou Lima.

Reflexos em saúde e educação

Além do orçamento geral, os números também influenciam setores essenciais. O SUS ajusta os repasses conforme o número de habitantes, e a educação recebe maior aporte do Fundeb à medida que aumentam as matrículas em creches, ensino fundamental e médio.

População por região

O levantamento aponta que o Sudeste segue como a região mais populosa. Já o Centro-Oeste concentra a maior proporção de municípios que cresceram acima de 1%. Em contrapartida, Sul e Nordeste reúnem a maioria das cidades com perda populacional.