A cidade de Macau e o município
vizinho de Guamaré enfrentam, de forma recorrente, uma crise hídrica que
já dura décadas. A realidade é dura: “Quando não falta água numa
semana, falta na outra”, desabafa dona Francisca dos Anjos, moradora
de Macau. O clima é de aperreio e indignação, pois a situação se repete
quase toda semana, sem solução definitiva.
Em Macau, o problema é agravado por
uma adutora ultrapassada com mais de 40 anos, onde nos últimos 10 anos o
funcionamento precário apresentando vazamentos constantes ao longo do
trajeto entre Pendências e Macau. A estrutura já não atende às
necessidades da população, que depende dessa água para sobreviver.
Apesar do início de uma nova obra de
adutora pelo Governo do Estado, não há qualquer previsão oficial de
conclusão. O que se vê é uma população esquecida, sem informações, sem água
e sem respostas.
O que revolta ainda mais é que, mesmo
com a torneira seca, a conta de água chega todos os meses. E, como
denunciam moradores, os meses com mais interrupções são justamente os que
vêm com faturas mais altas.
Enquanto isso, o governo se omite, não dá explicações, nem assume responsabilidades, deixando mais de 50 mil cidadãos da região salineira ao relento, em meio à seca, à indignação e à incerteza. A previsão do retorno dá agua foi destacada pela CAERN para próxima quinta-feira(03, com previsão de regularização de 72hs após serviço concluído), na região está faltando agua desde segunda-feira(30). Na semana passada também faltou três dias de agua na região.


