Os bastidores da política salineira
se tornam uma verdadeira onda. Quem acompanhou as querelas políticas nas redes
sociais durante o período eleitoral em Macau deve lembrar bem das discussões
acaloradas entre os adeptos dos grupos em disputa. Algumas dessas brigas
ultrapassaram os limites do debate saudável, chegando à difamação e ataques
pessoais, especialmente contra quem decidiu abandonar a base governista para
apoiar a oposição antes das eleições.
O mais curioso - e ao mesmo tempo
preocupante - é ver que, hoje, muitos daqueles que acusavam e criticavam os
supostos “traidores” estão confortavelmente inseridos no atual governo. Não
apenas ocupam espaços, mas também garantiram nomeações para filhos, esposas e
até namoradas, agindo como se fossem aliados de longa data da prefeita, em
total tranquilidade política.
É importante destacar que o problema não está necessariamente em mudar de posição política. Isso faz parte do jogo democrático, desde que seja feito com responsabilidade, transparência e honestidade com o eleitor, como alguns fizeram.
O que se critica aqui é o
oportunismo, o discurso de ocasião, e a forma como se apagam os rastros de
incoerência, das brigas e difamações de antes como se o eleitorado não
estivesse prestando atenção.
E aí fica a pergunta que precisa ser feita — e respondida:
Quem é o mau caráter nessa história?
- Quem assumiu uma posição política clara, com coragem e transparência antes da
eleição?
- Ou quem ficou calado, colado à base
do governo anterior com receio de perder seus benefício$, e agora posa de aliado fiel da prefeita como se nada
tivesse acontecido em passado recente?...


