sábado, 25 de abril de 2026

Político só gosta de povo em época de eleição, ou não?...

 

Ao visualizar esta imagem acima me dei conta que é uma prática comum em tempo de eleição.

Basta abrir as redes sociais em período eleitoral e lá está o roteiro repetido: político em feira, tomando café em copo americano, abraçando todo mundo e dizendo que “é do povo”. A cena se repete como novela reprisada — muda o nome, mas o enredo é sempre o mesmo.

Mas depois da eleição, o cenário muda rápido. O mercado some da agenda. O café com o povo vira reunião fechada. O contato direto dá lugar a assessores, portas fechadas e uma distância que cresce na mesma velocidade da confiança que diminui.

A pergunta é simples: o povo serve só para foto?

Porque, na prática, é isso que parece. Durante a campanha, o político disputa quem pisa mais no chão da feira. Depois de eleito, muitos evitam exatamente esse mesmo chão — como se o contato com quem votou fosse um risco, não uma obrigação.

E aí entra o ciclo viciado: sai um, entra outro, e o comportamento se repete. Sempre com a mesma promessa de “ser diferente”, mas com o mesmo roteiro de afastamento assim que a faixa é colocada no peito.

Claro, existem exceções. Mas são raras o suficiente para não mudar a regra.

No fim das contas, o problema não é só do político que se distancia — é de um sistema que permite isso acontecer sem consequência. O eleitor cobra na urna, mas muitas vezes silencia durante o mandato. E nesse silêncio, o distanciamento vira conforto.

Enquanto isso, o café com o povo segue existindo… só que agora, apenas em época de eleição.