O Ministério Público do Rio Grande do
Norte (MPRN) denunciou integrantes de uma facção criminosa que atuava em João
Câmara e Caiçara do Norte, ligada ao chamado “Sindicato do Crime”. A
investigação revelou que uma advogada utilizava visitas a presos para repassar
ordens de um líder detido aos comparsas em liberdade, mantendo a atuação do
grupo no tráfico de drogas e controle territorial.
Entre as ordens transmitidas, estava o
plano de assassinato do delegado Luciano Augusto, motivado pelas operações
policiais que vinham causando prejuízos à organização. Os criminosos chegaram a
buscar armamento pesado, como fuzis, para executar o atentado.
O líder da facção, José Eduardo Souza
de Lima, comandava as ações de dentro do presídio, com apoio direto da
advogada, considerada peça-chave na comunicação entre os membros. Provas
obtidas em celulares apreendidos mostraram a estrutura hierárquica do grupo,
regras para evitar investigação policial e registros de armas, drogas e
punições internas, chamadas de “brecamentos”.
A operação policial desarticulou a
célula criminosa e apreendeu materiais ilícitos. Após a descoberta do plano, o
líder e um familiar foram transferidos para o sistema penitenciário federal.
O delegado afirmou que as ameaças não
irão impedir a continuidade do combate ao crime organizado no estado.


