sexta-feira, 17 de abril de 2026

Adutora ultrapassada volta a castigar Macau: população enfrenta mais dias sem água após novo atraso da Caern

 


O que era para ser apenas uma paralisação simples para manutenção preventiva virou, mais uma vez, um cenário de sofrimento para a população de Macau e seus distritos.

O abastecimento de água voltou a preocupar moradores e setores da economia local após a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) adiar, novamente, o prazo para normalização do serviço. A interrupção, iniciada na última terça-feira (14), deveria ser resolvida até esta quinta-feira (16), mas agora a previsão é de que o sistema só comece a ser regularizado no próximo domingo (19).

De acordo com o novo comunicado, a manutenção preventiva afeta de forma total ou parcial bairros como Centro, Ilha de Santana, Quixaba, Conjunto Cohab, Barreiras e Diogo Lopes. Mesmo após a retomada, a própria Caern admite que o abastecimento pode levar até 72 horas para ser completamente normalizado.

Problema antigo, solução que não chega

A situação escancara um problema estrutural que se arrasta há décadas. Macau é uma das poucas cidades do Rio Grande do Norte que ainda depende de uma adutora considerada ultrapassada, com mais de 40 anos de funcionamento. O desgaste natural da estrutura, aliado à falta de modernização, torna o sistema cada vez mais vulnerável a falhas e interrupções prolongadas.

Prejuízo e insatisfação

A mudança no cronograma gerou revolta entre os moradores, que já acumulam dias sem acesso regular à água. O impacto vai além das residências e atinge diretamente setores essenciais da economia local.

Estabelecimentos de alimentação, pousadas e outros serviços enfrentam dificuldades para manter suas atividades, ampliando os prejuízos e a insatisfação.

Cobrança por solução definitiva

Diante de mais um episódio de desabastecimento, cresce a cobrança por uma solução definitiva. A população não quer apenas novos prazos — quer investimentos concretos que garantam segurança hídrica e evitem que situações como essa se repitam.

A pergunta que fica é inevitável: até quando o povo salineiro vai continuar sofrendo com a falta d’água recorrente?

Não se trata mais de um problema pontual ou técnico. É um cenário repetido, previsível e, pior, tolerado há anos. Uma cidade inteira refém de um sistema ultrapassado, enquanto prazos são adiados e soluções definitivas seguem fora do papel.

A cada nova interrupção, aumenta não só o transtorno, mas também a sensação de abandono. Porque água não é favor — é serviço essencial.

E a população de Macau já deixou claro: não quer mais explicações, quer solução.