O que era para ser apenas uma
paralisação simples para manutenção preventiva virou, mais uma vez, um cenário
de sofrimento para a população de Macau e seus distritos.
O abastecimento de água voltou a
preocupar moradores e setores da economia local após a Companhia de Águas e
Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) adiar, novamente, o prazo para
normalização do serviço. A interrupção, iniciada na última terça-feira (14),
deveria ser resolvida até esta quinta-feira (16), mas agora a previsão é de que
o sistema só comece a ser regularizado no próximo domingo (19).
De acordo com o novo comunicado, a
manutenção preventiva afeta de forma total ou parcial bairros como Centro, Ilha
de Santana, Quixaba, Conjunto Cohab, Barreiras e Diogo Lopes. Mesmo após a
retomada, a própria Caern admite que o abastecimento pode levar até 72 horas
para ser completamente normalizado.
Problema antigo, solução que não chega
A situação escancara um problema
estrutural que se arrasta há décadas. Macau é uma das poucas cidades do Rio
Grande do Norte que ainda depende de uma adutora considerada ultrapassada, com
mais de 40 anos de funcionamento. O desgaste natural da estrutura, aliado à
falta de modernização, torna o sistema cada vez mais vulnerável a falhas e
interrupções prolongadas.
Prejuízo e insatisfação
A mudança no cronograma gerou revolta
entre os moradores, que já acumulam dias sem acesso regular à água. O impacto
vai além das residências e atinge diretamente setores essenciais da economia
local.
Estabelecimentos de alimentação,
pousadas e outros serviços enfrentam dificuldades para manter suas atividades,
ampliando os prejuízos e a insatisfação.
Cobrança por solução definitiva
Diante de mais um episódio de
desabastecimento, cresce a cobrança por uma solução definitiva. A população não
quer apenas novos prazos — quer investimentos concretos que garantam segurança
hídrica e evitem que situações como essa se repitam.
A pergunta que fica é inevitável: até
quando o povo salineiro vai continuar sofrendo com a falta d’água recorrente?
Não se trata mais de um problema
pontual ou técnico. É um cenário repetido, previsível e, pior, tolerado há
anos. Uma cidade inteira refém de um sistema ultrapassado, enquanto prazos são
adiados e soluções definitivas seguem fora do papel.
A cada nova interrupção, aumenta não
só o transtorno, mas também a sensação de abandono. Porque água não é favor — é
serviço essencial.
E a população de Macau já deixou
claro: não quer mais explicações, quer solução.


