O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias,
pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, afirmou que a disputa estadual
de 2026 tende a ser polarizada entre a direita, representada por ele, e um nome
apoiado pela esquerda, que seria o atual secretário estadual da Fazenda, Cadu
Xavier, ligado ao Partido dos Trabalhadores.
Na avaliação de Álvaro Dias, nesse
cenário de polarização não haveria espaço para uma terceira via. Ele citou como
exemplo a eleição municipal de 2024 em Natal, quando, segundo sua leitura
política, a disputa também teria se concentrado entre dois polos.
Durante entrevista ao jornalista César
Santos, no programa Cafezinho com César Santos, realizado na sede do Jornal
de Fato, na cidade de Mossoró, Álvaro afirmou que o prefeito mossoroense Allyson
Bezerra, do União Brasil, não chegaria ao segundo turno caso esse cenário se
confirme.
“Entendo que na polarização não cabe a
terceira via. Disse isso na eleição de Natal em 2024 e aconteceu, e agora estou
afirmando o mesmo em relação ao estado”, declarou.
Álvaro Dias, que já exerceu mandatos
de deputado estadual, deputado federal e prefeito de Natal, acredita que chegou
o momento de disputar o comando do Executivo estadual. Segundo ele, seu projeto
político já conta com o apoio de mais de 90 prefeitos e prefeitas no estado.
Apoio fundamental
Sobre a possibilidade de apoio do
presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira,
o ex-prefeito demonstrou expectativa, mas reconheceu que ainda não há
definição. Ele destacou que o senador Rogério Marinho estaria conduzindo as
articulações para tentar integrar o parlamentar ao grupo político.
No entanto, como se sabe, na política
o termo “expectativa” representa mais uma possibilidade do que uma
garantia. Trata-se de uma antecipação de cenários ou de alianças que ainda
dependem de negociações, interesses e do próprio andamento do processo
eleitoral.
Em outras palavras
Álvaro Dias cumpre o papel natural de
quem pretende disputar o governo: movimentar o tabuleiro político e estimular o
debate. Mas, no cenário atual, o que existe são projeções e expectativas — não
certezas consolidadas.


