sábado, 7 de março de 2026

MP da Bahia esclarece regras para contratação de artistas no São João e afirma que não há teto fixo de gastos

 


Após o intenso debate que tomou conta das redes sociais e da imprensa nordestina sobre os valores pagos a atrações durante o período carnavalesco, o tema voltou ao centro das discussões agora com foco nos festejos juninos. Desta vez, o posicionamento veio do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), que detalhou como devem ocorrer as contratações de artistas pelas prefeituras para o São João.

A promotora de Justiça Rita Tourinho esclareceu que não foi estabelecido um limite máximo de valor para a contratação de bandas e artistas durante os festejos juninos na Bahia, contrariando informações que vinham sendo divulgadas de forma equivocada.

Segundo a representante do MP, o que foi definido é um parâmetro de referência baseado nos contratos realizados anteriormente. De acordo com levantamento feito no estado, cerca de 99% das contratações de artistas ficaram abaixo de R$ 700 mil, sendo raras as exceções que ultrapassaram esse valor.

Dessa forma, os municípios continuam livres para contratar atrações acima desse montante. No entanto, nesses casos, será necessário apresentar justificativas mais rigorosas, demonstrando que a contratação é compatível com a realidade financeira da cidade e que não compromete serviços essenciais.

“Quem quiser contratar acima desse valor vai poder contratar. Agora, a nota exige que haja requisitos especiais, inclusive relacionados à própria saúde financeira do município”, explicou a promotora.

Para ampliar a transparência e facilitar o entendimento da população, o MP informou que foi elaborada uma cartilha em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB). O material detalha os critérios que devem ser observados pelas gestões municipais na contratação de artistas para o período junino.

A iniciativa, segundo o Ministério Público, busca garantir responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, sem impedir a realização das tradicionais festas juninas que movimentam a economia e a cultura do interior nordestino.

De acordo com Rita Tourinho, a proposta é que os órgãos de controle atuem de forma preventiva, orientando os gestores públicos e garantindo que os festejos aconteçam sem excessos e dentro da capacidade financeira de cada município.