O presidente da Assembleia Legislativa
do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Souza, caminha para deixar o Partido
da Social Democracia Brasileira (PSDB) e se filiar ao Republicanos. A
movimentação não ocorre de forma isolada e já é vista nos bastidores como parte
de uma reorganização política mirando as eleições estaduais de 2026 no Rio
Grande do Norte.
Entenda
Com a mudança, Ezequiel tende a se
aproximar do bloco político que articula uma chapa ao Governo do Estado formada
pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, filiado ao Republicanos, e pelo
ex-presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), Babá
Pereira, que está no Partido Liberal (PL).
Nos bastidores, a prioridade de
Ezequiel é clara: garantir a renovação do mandato de deputado estadual. Para
isso, trabalha na formação de uma nominata competitiva que lhe permita manter
protagonismo político e eleitoral na disputa proporcional.
A construção dessa estratégia passa
por um entendimento entre partidos que já dialogam para a disputa majoritária
no estado. PL, Republicanos e PSDB discutem a montagem de chapas fortes para a Assembleia
Legislativa do Rio Grande do Norte, ampliando o leque de candidaturas e
fortalecendo o grupo político.
Parte dessas articulações foi debatida
em um encontro realizado no último fim de semana, que reuniu o senador Rogério
Marinho, o senador Styvenson Valentim, o ex-prefeito Álvaro Dias e o atual
prefeito de Natal, Paulinho Freire, que apesar de filiado ao União Brasil,
demonstra alinhamento político com a chapa que está sendo construída.
A reunião
O encontro ocorreu no apartamento de
Paulinho Freire e teve como foco principal alinhar estratégias para 2026,
sobretudo na formação das nominatas proporcionais.
Durante as conversas, Rogério Marinho
destacou que o PL pretende montar uma chapa forte para deputado estadual, mas
sinalizou abertura para que o Republicanos também estruture uma nominata
competitiva. Entre os nomes cogitados para reforçar essa composição está o
ex-deputado Getúlio Rêgo, que construiu uma trajetória de dez mandatos
consecutivos ao longo de quatro décadas na política potiguar e atualmente
figura como primeiro suplente do PSDB.
A eventual saída de Ezequiel do PSDB e
sua aproximação com o Republicanos podem representar mais do que uma simples
troca partidária. Na prática, a movimentação indica uma tentativa de
reorganizar forças dentro do campo político de centro-direita no Rio Grande do
Norte, reunindo lideranças influentes e ampliando o peso eleitoral do grupo
para a disputa de 2026.
Por fim
Nos bastidores da política potiguar, a
leitura é de que as articulações já começaram — e devem ganhar intensidade à
medida que o calendário eleitoral se aproxima.


