Quem acompanha os bastidores da
política brasileira sabe muito bem: quando um acordo é firmado previamente
entre as partes, respeitá-lo no futuro evita muitos problemas.
Pois bem.
Trazendo essa realidade para o Rio
Grande do Norte, o vice-governador Walter Alves começa a receber respostas
políticas diante do que muitos interpretam como falta de compromisso com
acordos firmados no passado.
Até recentemente, o Movimento
Democrático Brasileiro no RN, sob liderança de Walter, ocupava espaços
importantes na administração estadual, entre eles:
- a Companhia
de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), com Sérgio Rodrigues;
- a
Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), comandada por Alan
Silveira;
- a
Secretaria Extraordinária de Assuntos Federativos, ocupada por Luciano
Santos.
No entanto, após Walter Alves anunciar
o rompimento político com a governadora Fátima Bezerra, a consequência foi
imediata: a orientação para que todos os indicados do MDB entregassem os cargos
ocupados no governo estadual.
Mas a repercussão parece não ter
parado apenas na perda dos espaços administrativos.
Um novo movimento chamou atenção no
cenário político: o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves publicou um
vídeo nas redes sociais sinalizando seu retorno ao MDB.
E isso tem peso.
Henrique construiu praticamente toda a
sua trajetória política dentro do MDB. Nos últimos anos, porém, enfrentou
resistência dentro do partido no Rio Grande do Norte, especialmente sob o atual
comando da legenda.
Por isso, o gesto não passa
despercebido.
Na prática, o retorno de Henrique
Alves pode ser interpretado como um recado político dentro da própria legenda:
enquanto alguns criam crises, outros aparecem com o discurso de reorganizar a
casa.
Nos bastidores, a leitura de muitos é
direta — Walter pode ter cometido um erro político, e Henrique surge novamente
tentando recolocar as peças no tabuleiro.


