A gestão da governadora Fátima Bezerra
vem consolidando uma estratégia clara na saúde pública do Rio Grande do Norte:
descentralizar serviços e reduzir a histórica sobrecarga dos grandes hospitais
do estado.
Em fevereiro de 2025, o Governo
iniciou o serviço de ortopedia de baixa e média complexidade no Hospital
Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba. Um ano depois, os números
apresentados demonstram impacto concreto: 9,5 mil atendimentos e 1,5 mil cirurgias
realizadas, beneficiando pacientes de seis municípios da Região Metropolitana —
Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, São José de Mipibu, Parnamirim e
Ceará-Mirim.
O modelo adotado tem um objetivo
evidente: funcionar como “barreira ortopédica”, evitando que casos de menor
complexidade sejam encaminhados para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel,
referência estadual em trauma-ortopedia e historicamente sobrecarregado.
Com os resultados positivos, a
Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) anunciou a ampliação da
estratégia para o interior. A segunda barreira ortopédica será instalada no Hospital
Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assú, com coordenação prevista pelo
Consórcio de Saúde do Vale do Açu. A medida também deve contribuir para
desafogar o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.
O custeio do serviço em Macaíba,
superior a R$ 10 milhões, foi garantido pelo Ministério da Saúde, a partir de
projeto apresentado pela Sesap — um formato considerado inovador no país. Já a
adequação estrutural do hospital contou com investimento estadual de R$ 1,5
milhão, incluindo modernização de enfermarias, climatização de ambientes e
ampliação de espaços internos.
A política adotada sinaliza uma
mudança de lógica: sair da centralização em Natal e fortalecer polos regionais,
oferecendo atendimento mais próximo da população e com foco em acolhimento e
humanização.
O desafio, a partir de agora, será
manter o financiamento contínuo, ampliar equipes e garantir que o modelo seja
replicado com a mesma eficiência nas novas unidades. Resultados iniciais são
expressivos; a sustentabilidade e expansão do projeto é que irão consolidar —
ou não — essa nova fase da saúde pública potiguar.


