terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Fátima Bezerra amplia barreiras ortopédicas e reforça descentralização da saúde no RN

 


A gestão da governadora Fátima Bezerra vem consolidando uma estratégia clara na saúde pública do Rio Grande do Norte: descentralizar serviços e reduzir a histórica sobrecarga dos grandes hospitais do estado.

Em fevereiro de 2025, o Governo iniciou o serviço de ortopedia de baixa e média complexidade no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba. Um ano depois, os números apresentados demonstram impacto concreto: 9,5 mil atendimentos e 1,5 mil cirurgias realizadas, beneficiando pacientes de seis municípios da Região Metropolitana — Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, São José de Mipibu, Parnamirim e Ceará-Mirim.

O modelo adotado tem um objetivo evidente: funcionar como “barreira ortopédica”, evitando que casos de menor complexidade sejam encaminhados para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, referência estadual em trauma-ortopedia e historicamente sobrecarregado.

Com os resultados positivos, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) anunciou a ampliação da estratégia para o interior. A segunda barreira ortopédica será instalada no Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assú, com coordenação prevista pelo Consórcio de Saúde do Vale do Açu. A medida também deve contribuir para desafogar o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró.

O custeio do serviço em Macaíba, superior a R$ 10 milhões, foi garantido pelo Ministério da Saúde, a partir de projeto apresentado pela Sesap — um formato considerado inovador no país. Já a adequação estrutural do hospital contou com investimento estadual de R$ 1,5 milhão, incluindo modernização de enfermarias, climatização de ambientes e ampliação de espaços internos.

A política adotada sinaliza uma mudança de lógica: sair da centralização em Natal e fortalecer polos regionais, oferecendo atendimento mais próximo da população e com foco em acolhimento e humanização.

O desafio, a partir de agora, será manter o financiamento contínuo, ampliar equipes e garantir que o modelo seja replicado com a mesma eficiência nas novas unidades. Resultados iniciais são expressivos; a sustentabilidade e expansão do projeto é que irão consolidar — ou não — essa nova fase da saúde pública potiguar.