A situação envolvendo o sindicalista
Abraão Lincoln Ferreira da Cruz ganhou um novo e decisivo capítulo.
A CPMI do INSS aprovou
requerimento que pede a decretação da prisão preventiva do dirigente sindical,
sob os argumentos de conveniência da instrução criminal, garantia da ordem
pública e para assegurar a aplicação da lei penal. O pedido já havia sido
formalizado em dezembro de 2025 pelo relator da comissão, o deputado federal Alfredo
Gaspar (União-AL).
Abraão Lincoln é investigado por
suposta participação em descontos indevidos aplicados sobre benefícios de
aposentados e pensionistas vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS). Segundo os dados apresentados na comissão, o montante apontado como
irregular chega a R$ 221.161.973,60.
À época dos fatos, ele presidia a Confederação
Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade que,
conforme a investigação, teria sido utilizada como instrumento para
operacionalizar os descontos questionados.
É importante destacar: a aprovação do
requerimento pela CPMI não significa prisão automática. A decisão sobre
eventual decretação de prisão preventiva cabe ao Poder Judiciário, que
analisará se os requisitos legais previstos no Código de Processo Penal estão
efetivamente preenchidos.
O caso amplia o desgaste político e
jurídico em torno das investigações que apuram supostas fraudes envolvendo
descontos associativos em benefícios previdenciários — um tema sensível,
sobretudo por atingir diretamente aposentados e pensionistas.

