O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
quer aproveitar a solenidade pela passagem dos três anos dos ataques do 8 de
Janeiro, na quinta-feira, para vetar o projeto de lei que reduz as penas do
ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados na trama golpista.
Lula já anunciou que não sancionará o
texto, mas tem sido aconselhado a esperar passar a cerimônia do dia 8 para
assinar o veto. Até agora, porém, ele resiste a essa ideia.
Aliados do governo argumentam que, ao
oficializar a decisão do veto justamente no 8 de Janeiro, Lula provocará ainda
mais ruído com o Congresso, com quem já mantém uma relação turbulenta.
Até agora, os presidentes da Câmara,
Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP),
não confirmaram presença na cerimônia, que ocorrerá às 10 horas, no Salão Nobre
do Palácio do Planalto.
Lula retornará nesta terça-feira, 6, a
Brasília, após passar o fim de ano na Restinga de Marambaia (RJ), e vai se
reunir com auxiliares do núcleo duro de governo, como o ministro da Secretaria
de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira.
É nesta reunião que será definido o
formato definitivo da solenidade de quinta-feira. No momento, a preocupação de
Lula reside em outros dois assuntos: a crise na Venezuela após a captura do
ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e a liquidação do Banco Master, que
pôs o Banco Central na mira de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do
Tribunal de Contas da União (TCU).


