quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Erro de cálculo de Walter Alves?...: governadora Fátima Bezerra pode ter o apoio de 60% dos prefeitos emedebistas

 

Uma aliança vitoriosa no passado que poderá ter um fim melancólico

O posicionamento do vice-governador Walter Alves revela mais improviso do que estratégia. Ao se afastar do grupo governista sem antes consolidar o controle interno do MDB, ele expôs uma fragilidade política que já era conhecida nos bastidores: a perda de influência sobre a própria base.

Os números são claros e falam por si. 

Já se fala em mais de 60% dos prefeitos emedebistas comprometidos com a governadora Fátima Bezerra para a disputa ao Senado, a decisão de Walter não altera o rumo do partido, tampouco redefine alianças. Pelo contrário, evidencia que os acordos relevantes foram costurados sem sua participação ou anuência.

Há ainda um erro de cálculo evidente. 

Ao romper politicamente, Walter assume o ônus do desgaste, mas não entrega um ativo político concreto em troca. Sem maioria interna, sem base municipal sólida e sem um projeto alternativo claramente definido, o gesto se resume a um movimento isolado — que pode custar caro ao MDB, inclusive com a perda de cargos e espaços no Governo do Estado.

No fim

A crítica central é essa: liderança se exerce com comando e resultado. Quando a decisão vem desacompanhada de ambos, o efeito não é reposicionamento, é enfraquecimento. E, neste cenário, a conta tende a recair não apenas sobre o vice-governador, mas sobre um partido que já demonstra sinais claros de esvaziamento político.