Já dizia Chacrinha que “nada se cria,
tudo se copia”. A velha máxima nunca foi tão atual quanto no carnaval do
interior do Rio Grande do Norte.
Nos bastidores da folia
Muitos municípios potiguares sonham em
ter a Banda Grafith como principal atração. O problema é que os valores
cobrados pela banda norte-rio-grandense tornam a contratação inviável para a
maioria das prefeituras, diante das limitações orçamentárias dos gestores
municipais.
Diante desse cenário
Surgiu uma alternativa curiosa — e
bastante conveniente. Empresários do setor de eventos encontraram uma forma de
“levar” o Grafith para esses carnavais sem, de fato, contratar a banda
original. O repertório consagrado estará presente por meio de bandas covers,
como o Bonde do GraGra e o Bond084, que assumem o papel de reproduzir os
sucessos que arrastam multidões pelo estado.
Na prática
Se a Banda Grafith não pode estar
fisicamente nos municípios, a trilha sonora estará garantida. Uma solução que
agrada ao público, reduz custos para os cofres públicos e mantém viva a marca
musical mais popular do carnaval potiguar.
No fim das contas, a realidade
confirma, mais uma vez, o que Chacrinha já ensinava há décadas: no carnaval do
RN, nada se cria — tudo se copia.

