Os novos dados da Síntese de
Indicadores Sociais 2025, divulgados pelo IBGE, mostram uma realidade dupla no
Rio Grande do Norte: melhora consistente nos índices sociais, mas ainda marcada
pela renda muito baixa da maior parte da população.
Em 2024, 70,1% dos potiguares
viviam com até um salário mínimo, número alto, porém menor que o registrado
em 2023, quando o percentual era de 76%. O estado segue abaixo da média do
Nordeste, mas permanece distante da realidade nacional.
A distribuição da renda reforça o peso
das classes mais baixas: 35,4% da população concentrada entre metade e
um salário mínimo, enquanto apenas 2,2% ganham mais de cinco salários. O
percentual de pessoas sem qualquer rendimento também caiu, chegando a 0,9%.
O ponto mais positivo do levantamento
aparece no recorte da pobreza. Pela primeira vez desde 2012, o Rio Grande do
Norte registrou menos de 40% da população abaixo da linha de pobreza,
chegando a 33,5%. Em 2023, esse índice era de 43,8%. Já a extrema
pobreza recuou para 5,2%.
A Região Metropolitana de Natal
apresentou as quedas mais acentuadas. A pobreza despencou de 40,1% para 25,7%.
Na capital, o número caiu de 31,9% para 21,7%.
Mesmo com os avanços, o estado ainda
convive com fortes desigualdades. Os dados confirmam um movimento de
recuperação, mas reforçam a fragilidade da base econômica potiguar: a grande
maioria segue vivendo com muito pouco.


