A ausência da Banda Grafith na
programação oficial do Natal em Natal, realizada na Orla de Ponta Negra, não
passou despercebida e vem gerando críticas e questionamentos por parte da
população.
Com uma trajetória consolidada e forte
identificação com o público potiguar, a Grafith é apontada por muitos como um
dos maiores símbolos da cultura popular do Rio Grande do Norte. Justamente por
isso, a exclusão da banda de um dos maiores eventos culturais da capital causa
estranheza e alimenta o debate sobre os critérios adotados pela gestão
municipal na definição da programação artística.
O questionamento ganha ainda mais peso
diante de um fato recente e oficial: a Banda Grafith foi reconhecida como
Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte. O título foi concedido
por meio da Lei nº 11.963, de 22 de novembro de 2024, aprovada pela Assembleia
Legislativa do RN, a partir de projeto de autoria da deputada estadual Eudiane
Macedo (PV), sancionada pela governadora Fátima Bezerra e publicada no Diário
Oficial do Estado em 23 de novembro de 2024.
36 anos de estrada
A banda construiu uma história marcada
pela presença constante em festas populares, carnavais e grandes eventos, sendo
responsável por arrastar multidões e manter viva uma identidade musical
genuinamente potiguar. O reconhecimento legal como patrimônio imaterial
reforça, de forma institucional, aquilo que o público já reconhece há décadas.
Diante disso
A ausência da Grafith no Natal em
Natal levanta uma pergunta inevitável: como um patrimônio cultural do Estado
fica fora de um evento que se propõe a valorizar a cultura e atrair o povo para
o espaço público?...
A crítica não é apenas artística, mas
também política e administrativa, ao expor uma desconexão entre o discurso de
valorização cultural e as decisões práticas da programação oficial.
Natal na contramão da valorização cultural
Ficou a sensação de que o Natal em
Natal perdeu a oportunidade de fortalecer ainda mais sua identidade cultural,
deixando de fora um dos seus maiores símbolos musicais.


