O Ministério das Cidades abriu uma
nova seleção do programa Periferia Viva – Reformas com foco em um
problema antigo das periferias brasileiras: a falta de condições sanitárias
adequadas dentro das casas. Serão investidos R$ 300 milhões para a
reforma de 9 mil moradias que não têm banheiro ou apresentam instalações
sanitárias precárias. A iniciativa alcança todos os estados do país e é
direcionada a municípios com mais de 50 mil habitantes ou que integrem áreas
urbanas com mais de 300 mil moradores, desde que tenham ao menos 20
domicílios em situação de inadequação sanitária.
Segundo o ministro das Cidades, Jader
Filho, a iniciativa ataca diretamente um dos principais déficits
habitacionais do país. “Estamos enfrentando a inadequação sanitária, que é a
falta de banheiro na casa ou a casa que tem um banheiro, mas ele não é completo
ou tem alguma inadequação. O Periferia Viva – Reformas vem justamente para
atacar esse problema. Ele se junta a programas como o Reforma Casa Brasil,
voltado à inadequação habitacional de forma mais geral, e ao Minha Casa, Minha
Vida, nosso principal programa para apoiar as famílias brasileiras a realizarem
o sonho da casa própria”, completou.
O objetivo central é transformar a
realidade das periferias brasileiras, garantindo privacidade, higiene e
saúde para famílias que ainda não têm esse direito básico assegurado. De
acordo com dados do Instituto Trata Brasil, mais de 4 milhões de
brasileiros vivem em domicílios com inadequações sanitárias, situação que
impacta diretamente a qualidade de vida e a saúde da população.
Prioridade para favelas e comunidades
urbanas
Nesta etapa do Periferia Viva –
Reformas, a submissão de propostas será feita por Organizações da Sociedade
Civil (OSCs) ou empresas, que poderão atender de 10 a 140
domicílios por projeto. Terão prioridade propostas localizadas em favelas
e comunidades urbanas, inseridas em áreas com cobertura de esgotamento
sanitário, com maior número de residências sem banheiro e que tenham
vínculo com outros programas ou ações da Secretaria Nacional de Periferias.
Fonte: Brasil 61


