terça-feira, 25 de novembro de 2025

Jimmy Cliff morre aos 81 anos: o artista que uniu Jamaica e Brasil pela música

 


Jimmy Cliff, um dos ícones mais influentes do reggae, nos deixou aos 81 anos, conforme anunciado pela família nesta segunda-feira. Sua morte marca o fim de uma trajetória musical que atravessou décadas e continentes, mas um capítulo em particular, o brasileiro, sempre teve um lugar especial no seu coração e na sua carreira.

A conexão com o Brasil

Desde muito cedo, Jimmy Cliff demonstrou fascínio pelo Brasil. Em 1968, ele esteve no país para participar do Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, onde impressionou o público.

Nas décadas seguintes, sua relação com o Brasil só se intensificou. Ele morou em Salvador e no Rio de Janeiro, e manteve uma ligação forte com a cultura local. Fazia turnês pelo país ao lado de artistas como Gilberto Gil, estreitando ainda mais os laços entre o reggae jamaicano e os ritmos brasileiros.

Em Salvador, ele também se envolveu com o Olodum, contribuindo para a fusão que viria a ser o samba-reggae. Além disso, teve uma filha com a psicóloga baiana Sônia Gomes: a cantora e atriz Nabiyah Be, que carrega no sangue a herança musical de seu pai.

A morte de Jimmy Cliff representa uma perda gigantesca para a música e para a cultura global. Mas sua relação íntima com o Brasil — seja por meio de parcerias, moradia, família ou inspiração — mostra o quanto ele se sentia em casa por aqui. Seu legado não é apenas musical: é humano, político e profundamente conectado à nossa história.