Quem acompanha os bastidores da política na região salineira já percebeu que o rancor despejado hoje nas redes sociais e em parte da mídia local tem uma origem simples: o resultado das urnas.
Pois é
A atuação de alguns agentes de
comunicação é guiada muito mais pelo ressentimento do que pela coerência. Fica
evidente o “ranço” pelo revés eleitoral. As cobranças atuais não seguem o mesmo
critério usado anos atrás — e isso não é coincidência.
Entenda
Quem hoje critica de forma exagerada,
na tentativa de atingir adversários políticos, são os mesmos que permaneceram
calados quando suas cidades eram conduzidas por aliados e seu povo pediam socorro. Na época, muitos fizeram vista
grossa enquanto faltava de tudo: saúde precária, salários atrasados, serviços
básicos abandonados, infraestrutura sucateada e até sinalização de trânsito entregue ao acaso por quatro
anos seguidos.
E no caso de Macau
A cidade já viveu esse ciclo de rancor
e ódio no passado — um jogo infantil de “eu sou bom, você é mau”. E quem
acompanha a política salineira nas últimas três décadas sabe muito bem o
desfecho desse caminho: ninguém saiu ganhando. As lideranças e seus seguidores
que apostaram na política do ódio não construíram nada e, no fim, foram
engolidas pela própria postura, principalmente os agressores.
Insistir no erro que já se mostrou
inútil não é atitude de liderança responsável. É comportamento de quem perdeu o
rumo e arrasta junto a imagem da própria cidade e de seus cidadãos.
Na prática
Quando alguém tem “ranço político”, não
importa tanto a proposta ou o debate — o sentimento negativo já determina a
reação do mesmo. Isso costuma contaminar o ambiente público, travar discussões e
fortalecer discursos nas redes sociais movidos mais pelo ódio do que pela
razão.
Por fim
Se o cidadão deseja cobrar, reivindicar e
questionar, que faça de maneira correta, sem a necessidade de distorcer fatos,
alimentar perseguições ou transformar divergência política em ódio gratuito.


