terça-feira, 25 de novembro de 2025

Brasil: O país “sem dinheiro” que sustenta uma das maiores redes de programas sociais do mundo

 


Nas redes sociais, virou mantra dizer que o Brasil é pobre, quebrado, incapaz de competir com nações europeias. Mas basta olhar com um mínimo de atenção para perceber o tamanho da contradição: como um país que vive reclamando de falta de recursos consegue sustentar uma das maiores redes de programas sociais do mundo?

Afinal, o país que dizem não ter dinheiro é o mesmo que mantém mais de 75 programas sociais federais em atividade, além de dezenas criados por estados e municípios. E mais: distribui valores diretos por meio de pelo menos 18 programas de transferência de renda diferentes.

Quando o “país pobre” sustenta milhões

O Bolsa Família chega às famílias mais vulneráveis.
O BPC garante renda mínima a idosos e pessoas com deficiência.
O Auxílio Gás socorre lares que não conseguem comprar um botijão.
O Pé-de-Meia tenta segurar o jovem no ensino médio.
O Minha Casa, Minha Vida reduz o déficit habitacional.
O Luz Para Todos levou energia aos cantos onde só havia lamparina.
O Auxílio-Inclusão apoia pessoas com deficiência que entram no mercado de trabalho.

E tudo passa pelo Cadastro Único, que registra os brasileiros de baixa renda com precisão. Ou seja: o país “sem recursos” dá conta de uma engrenagem social gigantesca.

Enquanto isso, representantes estaduais e municipais repetem o discurso da escassez

É curioso ver autoridades estaduais e municipais alegando que “o dinheiro sumiu”, “o orçamento é curto”, “a receita não fecha” — mas na hora de colher os resultados políticos dos programas federais, ninguém reclama.

O discurso da falta de dinheiro funciona bem no palanque. Assumir má gestão, prioridade torta ou desorganização administrativa, nem tanto.

Se o Brasil fosse realmente pobre, esses auxílios já teriam desmoronado, ou não?

O país arrecada como nação rica. A carga tributária passa de 33% do PIB.
O problema não é falta de arrecadação: é falta de eficiência.

O custo dos programas sociais, apesar de atingir milhões, é baixo diante do tamanho do orçamento.
E mais: nenhum gestor ousa mexer neles. Seria um suicídio político.

O peso está em outro lugar

Não é o Bolsa Família que quebra o país.
Não é o Auxílio Gás que inviabiliza investimento.
Não é o Pé-de-Meia que impede obra pública.

O verdadeiro dreno está em juros, dívidas, desperdícios, renúncias fiscais, obras mal planejadas, privilégios e a eterna burocracia que come o Estado por dentro.

Conclusão

O Brasil não é pobre.
sempre foi mal conduzido.

E enquanto continuarmos aceitando o discurso confortável da escassez, seguiremos presos ao mesmo paradoxo: um país gigante, arrecadador, produtor — mas comandado por lideranças que preferem repetir que não há dinheiro, quando o que realmente falta não é recurso, e sim responsabilidade.