Rola nas redes de Guamaré um print
atribuído ao prefeito Hélio Miranda. No registro, ele comenta os bastidores da
política local e usa, em tom irônico, o termo “urubus”. Para quem acompanha a
política brasileira, o sentido é óbvio: não se trata de atacar pessoas, mas de
criticar o comportamento daqueles que aparecem apenas para torcer pelo fracasso
alheio — os famosos “oportunistas de plantão”.
O episódio expõe um ponto simples: o
prefeito também é cidadão e tem direito de reagir aos ataques e narrativas
direcionadas à sua imagem. Afinal, exige-se do político um silêncio quase
obrigatório, como se ele tivesse que ouvir tudo calado, enquanto qualquer um
pode atingi-lo livremente nas redes. Esse desequilíbrio é comum na disputa
política e fica ainda mais nítido em cidades pequenas.
Nas entrelinhas, o prefeito reforça
uma mensagem conhecida de quem vive a política por dentro: “Nada como um dia
atrás do outro”. Porque política não se resume ao barulho do momento; ela se
faz olhando o passado, entendendo o presente e construindo o futuro. E, no fim
das contas, é o tempo que coloca cada postura — e cada comportamento — no seu
devido lugar.

