quarta-feira, 29 de outubro de 2025

O cuidar do animais: Falta de atenção do MPRN em Macau chama a atenção, diferentemente do que ocorre em Ceará-Mirim

 

Imagem ilustrativa - gooogle

Há situações em Macau que deixam claro a falta de atenção do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) quanto às questões de saúde pública e bem-estar animal no município. O contraste é visível quando se observa a atuação do órgão em outras cidades potiguares.

Entenda

Recentemente, o MPRN recomendou que a Prefeitura de Ceará-Mirim, junto às Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente e Causas Animais, adotasse medidas urgentes para o controle da população de cães abandonados.

A recomendação inclui a elaboração de um Plano de Ação Integrado, prevendo o recolhimento ético, abrigo temporário, atendimento veterinário e a implantação de programas permanentes de castração. O documento também exige ações imediatas em bairros específicos, como Santa Águeda, para conter riscos sanitários à população.

A medida foi motivada pela presença de animais em situação de abandono e maus-tratos, apresentando ferimentos, desnutrição e outros sinais de negligência. Além do aspecto humanitário, a situação representa risco à saúde pública, com possibilidade de transmissão de doenças como a leishmaniose, e configura crime ambiental, segundo a legislação vigente.

Já em Macau, o cenário é outro. 

As reclamações sobre o número de animais soltos pelas ruas são antigas e constantes, mas sem respostas efetivas. Os moradores relatam que é cada vez mais difícil circular em algumas áreas da cidade sem o risco de ataques ou mordidas. Mesmo diante desse quadro, nenhuma ação concreta parece ser adotada pelo MPRN local.

Fica, portanto, o questionamento: por que o mesmo zelo que o MPRN demonstra em cidades como Ceará-Mirim não se aplica à realidade de Macau? 

O problema está posto há anos e, enquanto nada é feito, a população continua exposta e os animais, abandonados à própria sorte.