| Imagem ilustrativa - gooogle |
Há situações em Macau que deixam claro
a falta de atenção do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) quanto
às questões de saúde pública e bem-estar animal no município. O
contraste é visível quando se observa a atuação do órgão em outras cidades
potiguares.
Entenda
Recentemente, o MPRN recomendou que a Prefeitura de Ceará-Mirim, junto às
Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente e Causas Animais, adotasse medidas
urgentes para o controle da população de cães abandonados.
A recomendação inclui a elaboração
de um Plano de Ação Integrado, prevendo o recolhimento ético, abrigo
temporário, atendimento veterinário e a implantação de programas
permanentes de castração. O documento também exige ações imediatas em
bairros específicos, como Santa Águeda, para conter riscos sanitários à
população.
A medida foi motivada pela presença de
animais em situação de abandono e maus-tratos, apresentando ferimentos,
desnutrição e outros sinais de negligência. Além do aspecto humanitário, a
situação representa risco à saúde pública, com possibilidade de
transmissão de doenças como a leishmaniose, e configura crime
ambiental, segundo a legislação vigente.
Já em Macau, o cenário é outro.
As reclamações
sobre o número de animais soltos pelas ruas são antigas e constantes,
mas sem respostas efetivas. Os moradores relatam que é cada vez mais
difícil circular em algumas áreas da cidade sem o risco de ataques ou
mordidas. Mesmo diante desse quadro, nenhuma ação concreta parece
ser adotada pelo MPRN local.
Fica, portanto, o questionamento: por que o mesmo zelo que o MPRN demonstra em cidades como Ceará-Mirim não se aplica à realidade de Macau?
O problema está posto há anos e, enquanto nada é
feito, a população continua exposta e os animais, abandonados à própria
sorte.

