terça-feira, 30 de setembro de 2025

Defesa de Kívia Karoline rebate acusações e nega vínculo com ex-prefeito Nixon Baracho

 


A defesa da vereadora Kívia Karoline Gomes Tavares, eleita em Alto do Rodrigues nas eleições de 2024 com 747 votos, rebateu as acusações feitas pelo Ministério Público Eleitoral e afirmou que não existe qualquer vínculo de filiação afetiva entre a parlamentar e o ex-prefeito Nixon Baracho.

Segundo a nota, as alegações apresentadas pelo MPE carecem de provas sólidas. O material anexado ao processo se resume a alguns “prints” de conversas, sem certificação digital, metadados ou ata notarial — requisitos básicos para garantir autenticidade de conteúdos eletrônicos. “Essas provas são frágeis e podem ter sido manipuladas ou editadas”, aponta a defesa.

Ainda conforme os advogados, depois da contestação apresentada pela vereadora, o próprio Ministério Público tentou corrigir as falhas, mas de forma fora do prazo. Pior: os dois vídeos anexados ao processo mostram registros de criação ou alteração apenas em fevereiro de 2025, ou seja, após o início da ação judicial.

A jurisprudência da Justiça Eleitoral determina que só provas robustas podem sustentar a cassação de um mandato por suposto parentesco (art. 14, §7º da Constituição). “Não há qualquer comprovação da alegada filiação socioafetiva. Cassar um diploma conquistado legitimamente pelo voto popular com base em material eletrônico de origem duvidosa seria inadmissível”, reforça a defesa.

Por fim, os advogados de Kívia Karoline reiteram o respeito à Justiça Eleitoral e confiam que a decisão levará em conta as provas produzidas no processo, reafirmando que não há relação de filiação afetiva e que as acusações não têm sustentação para justificar a cassação do mandato.