quinta-feira, 23 de abril de 2026

Entre críticas e conveniências: o retrato político da Região Costa Branca salineira

 


Na cidade salineira de Macau e em vários recantos da região da Costa Branca, muito se cobra dos gestores por questões, muitas vezes, ínfimas, enquanto pautas essenciais acabam sendo deixadas de lado — seja por despreparo de quem questiona ou por falta de foco no que realmente importa.

Mas o cenário se torna ainda mais contraditório quando os mesmos críticos que exigem uma gestão atuante em todos os sentidos, e que apontam o apoio indevido de gestores a possíveis candidatos estaduais e federais, são exatamente aqueles que se reúnem com lideranças de fora, declaram apoio e buscam votos sem oferecer nada concreto para a cidade.

A moral da história é clara

Quem cobra ação, postura e comportamento dos gestores não deveria, em hipótese alguma, agir da mesma forma que tanto critica. Trazer lideranças que nunca contribuíram com o município apenas para garantir benefícios próprios e, depois, usar as redes sociais para afirmar que a cidade está abandonada, é uma incoerência evidente.

Ora, pois

Quando um cidadão faz críticas constantes à gestão por falta de compromisso com o bem-estar da população, ele não pode se comportar como o político que condena. Ao apoiar lideranças sem compromisso com a cidade, demonstra que o interesse não é coletivo, mas pessoal.

Isso nos leva a uma conclusão preocupante

A postura entre crítico e criticado, muitas vezes, é semelhante. E o que se confirma, no fim das contas, é que poucos estão realmente preocupados com o bem-estar do povo e com o futuro da cidade.

O que temos, na prática, é um jogo de interesses, vaidades e incoerências que se repete a cada ciclo político — enquanto a população segue esperando por ações concretas que, de fato, façam a diferença.