Na cidade salineira de Macau e em
vários recantos da região da Costa Branca, muito se cobra dos gestores por
questões, muitas vezes, ínfimas, enquanto pautas essenciais acabam sendo
deixadas de lado — seja por despreparo de quem questiona ou por falta de foco
no que realmente importa.
Mas o cenário se torna ainda mais
contraditório quando os mesmos críticos que exigem uma gestão atuante em todos
os sentidos, e que apontam o apoio indevido de gestores a possíveis candidatos
estaduais e federais, são exatamente aqueles que se reúnem com lideranças de
fora, declaram apoio e buscam votos sem oferecer nada concreto para a cidade.
A moral da história é clara
Quem
cobra ação, postura e comportamento dos gestores não deveria, em hipótese
alguma, agir da mesma forma que tanto critica. Trazer lideranças que nunca
contribuíram com o município apenas para garantir benefícios próprios e,
depois, usar as redes sociais para afirmar que a cidade está abandonada, é uma
incoerência evidente.
Ora, pois
Quando um cidadão faz
críticas constantes à gestão por falta de compromisso com o bem-estar da
população, ele não pode se comportar como o político que condena. Ao apoiar
lideranças sem compromisso com a cidade, demonstra que o interesse não é
coletivo, mas pessoal.
Isso nos leva a uma conclusão preocupante
A postura entre crítico e criticado, muitas vezes, é semelhante. E
o que se confirma, no fim das contas, é que poucos estão realmente preocupados
com o bem-estar do povo e com o futuro da cidade.
O que temos, na prática, é um jogo de
interesses, vaidades e incoerências que se repete a cada ciclo político —
enquanto a população segue esperando por ações concretas que, de fato, façam a
diferença.


