sábado, 7 de fevereiro de 2026

Carnaval de Macau: A folia segue viva na terra das salinas; Bloco Só Elas e Bloco Araruta provam essa verdade

 



Quem apostava que o carnaval dos macauenses seria afetado pelo novo formato da folia de Momo — já bastante questionado nas redes sociais — se enganou completamente.

Neste sábado de pré-carnaval, as ruas da cidade foram tomadas pela alegria do povo, com a animação do Bloco Só Elas e do Bloco Araruta, cada um com sua particularidade:

- O Bloco Só Elas, formado exclusivamente por mulheres( aproximadamente 800 mulheres na composição do Bloco); 

- Já o Araruta, composto em sua maioria por homens — 99%, para ser mais preciso — já que Maria do Monte faz parte dessa folia do Araruta.

O que se viu foi a confirmação de que a alegria do reinado de Momo permanece firme na terra das salinas. Afinal, a essência do nosso carnaval sempre foi construída assim: com blocos populares que, mesmo com estruturas simples — carrocinhas com aparelhos de som ou pequenos trios —, faziam (e fazem) a festa acontecer.

Histórico

Blocos como Jardim da Infância, Equipicão, Os Bruxos, Balancê, Kenthura, Caça-Cheiro, Sakanas, entre tantos outros, foram responsáveis por transformar as ruas de Macau em verdadeiros palcos de alegria, mantendo viva a chama do carnaval ao longo dos anos.

A demonstração vista hoje só reforça uma verdade incontestável: o carnaval quem faz é o povo. Sempre foi assim — e deve continuar sendo. O patrimônio cultural que o carnaval de Macau representa foi conquistado através da luta, da resistência e a criatividade desses blocos do passado.

Por fim

Feliz é o povo que não se entrega quando o assunto é festejar o seu Reinado de Momo. Entra prefeito, sai prefeito — cada qual com seu jeito de governar, agradando uns e desagradando outros, como é próprio das disputas públicas. Mas uma coisa é clara e não muda: a folia de uma cidade é feita por quem vive nela.

O reinado de Momo depende, acima de tudo, da alegria do seu povo. E isso o folião macauense está mostrando, mais uma vez, ocupando as ruas e fazendo do carnaval uma expressão legítima da sua identidade cultural.

A Irreverência do Bloco Araruta: