quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Decisão pessoal de Walter Alves desmonta nominata e enfraquece o MDB para 2026
O vice-governador Walter Alves deu um
verdadeiro giro — ou melhor, um giro em falso — na condução do processo
de montagem da nominata do MDB para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte.
Inicialmente, o projeto era político e
coletivo. Walter assumiria o Governo com a saída de Fátima Bezerra, não
disputaria reeleição e trabalharia para fortalecer o MDB, montando um chapão
competitivo para a Assembleia Legislativa. À época, o partido projetava eleger
até nove deputados estaduais, consolidando uma das maiores bancadas da
Casa.
Mas, no meio do caminho
A estratégia mudou. E mudou por um
motivo evidente: o interesse pessoal falou mais alto. Walter decidiu não
assumir o Governo e passou a articular sua própria candidatura a deputado
estadual.
O efeito devastador.
Como demonstra blogs da capital potiguar,
a decisão desorganizou completamente o
partido, gerou insegurança interna e provocou uma debandada de quadros
importantes. Deputados que acreditaram no projeto inicial migraram ou passaram
a negociar com outras siglas, deixando o MDB praticamente esvaziado.
Hoje, o partido resume-se a Walter
Alves e ao presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, o que
escancara o tamanho do prejuízo político causado por uma escolha mal calculada.
É nesse cenário que a fala do deputado
João Maia, ao mencionar a necessidade de ajudar o MDB a montar uma nominata,
ganha total sentido. O partido perdeu densidade, perdeu liderança e,
principalmente, perdeu rumo.
Enfim
O que se observa é que, ao pensar
primeiro em si, Walter Alves acabou “metendo os pés pelas mãos”,
desmontando um projeto partidário que poderia ter garantido protagonismo ao MDB
em 2026. O resultado é um partido descaracterizado, fragilizado e longe do
plano ambicioso que ele próprio havia anunciado.
